Gilad Shalit deve terminar hoje cativeiro de cinco anos


 

Lusa/AO Online   Internacional   18 de Out de 2011, 07:24

O soldado israelita Gilad Shalit, refém na faixa de Gaza desde junho de 2006, deve ser libertado hoje em troca de um milhar de presos palestinianos ao abrigo de um acordo sem precedentes entre Israel e o movimento radical Hamas.

Prevê-se que o sargento de 25 anos seja transferido durante a manhã de hoje para o Egipto, de onde será levado para Israel.

Na base aérea de Tel Nof (sul de Israel), Shalit terá à sua espera o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa, Ehud Barak, o chefe do estado-maior, general Benny Gantz, e os pais, Noam e Aviva, que não vê há cinco anos.

Ao mesmo tempo será libertado um primeiro grupo de 477 presos palestinianos, dos quais 27 são mulheres.

Entre os libertados encontram-se Nail Narghuthi, o mais antigo prisioneiro palestiniano de Israel, detido desde 1978, e a primeira mulher do braço armado do Hamas, Ahlam al-Tamimi, condenada a 16 penas de prisão perpétua por um atentado numa pizaria de Jerusalém Ocidental (15 mortos a 09 de agosto de 2001).

Dos 477, 137 são autorizados a regressar às suas casas na faixa de Gaza, 96 na Cisjordânia e 14 em Jerusalém Oriental, enquanto 204 serão desterrados: 164 para a faixa de Gaza e 40 para o estrangeiro (Turquia, Qatar e Síria). Seis árabes israelitas poderão igualmente voltar a casa.

O acordo assinado entre Israel e o Hamas no passado dia 11, sob mediação egípcia, prevê que um segundo grupo de 550 presos palestinianos seja libertado dentro de dois meses.


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