Fundo europeu de auxílio a pessoas carenciadas não foi executado nos últimos três anos

Fundo europeu de auxílio a pessoas carenciadas não foi executado nos últimos três anos

 

Lusa/AO Online   Nacional   9 de Dez de 2016, 09:52

O Fundo Europeu de Auxílio às Pessoas Mais Carenciadas não foi executado pelos governos nos últimos três anos, disse ao JN o secretário-geral da Federação Portuguesa de Bancos Alimentares, alertando que "a fome não espera".

“Parece inacreditável que em três anos não tenhamos conseguido executar o programa”, lamentou, em declarações ao Jornal de Notícias (JN), Manuel Paisana, secretário-geral da Federação Portuguesa de Bancos Alimentares.

Segundo o JN, o atual Governo perdeu 28 milhões de euros em alimentos do Fundo Europeu de Auxílio às Pessoas Mais Carenciadas (FEAC), em 2016, porque não pôs em funcionamento o programa, que foi implementado há dois anos e que em 2015 ajudou cerca de 400 mil portugueses.

O FEAC substitui o anterior Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados e visa apoiar instituições de solidariedade na distribuição de alimentos através do Banco Alimentar e da AMI-Assistência Médica Internacional.

“Em 2014, e porque era um ano de transição, Portugal conseguiu recorrer ao FEAC e o Governo ainda distribuiu dez milhões de euros em alimentos. No ano seguinte, voltou a usar-se o facto de estarmos em transição; mas, em 2016, já nada foi distribuído. Será difícil justificar perante a Europa que é mais um ano de transição”, disse Paisana.

Uma fonte do Ministério da Solidariedade e Segurança Social disse ao JN que “vai iniciar-se a distribuição alimentar ao abrigo do FEAC em 2017, tendo o ano de 2016 servido para tomar as diligências necessárias a fim de garantir este início”.

A notícia do JN refere que o assunto foi abordado há dois meses na reunião entre a tutela e a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares.

Na quarta-feira, a presidente do CDS-PP questionou o primeiro-ministro no parlamento sobre o assunto mas António Costa não respondeu, refere o jornal.

O JN recorda também que, em novembro, António Nobre, presidente da Assistência Médica Internacional, afirmou que, no ano passado, a AMI recebeu “uma pequena remessa” mas que em 2016 “não se vislumbra coisa nenhuma”.


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