Fundo de resgate europeu deverá aumentar para um bilião de euros

Fundo de resgate europeu deverá aumentar para um bilião de euros

 

Lusa/AO Online   Economia   19 de Out de 2011, 07:29

A Alemanha está disposta a aumentar o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) de 400 mil milhões para um bilião de euros, noticia hoje o matutino alemão Financial Times Deutschland, citando fontes do grupo parlamentar democrata-cristão.

O número terá sido avançado pelo ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble num encontro que ocorreu na terça-feira destinado a informar os deputados conservadores sobre a cimeira dos líderes da União Europeia e da zona euro, que decorre no domingo, em Bruxelas.

O referido aumento seria feito através da concessão de um seguro para títulos da dívida pública para países em dificuldades financeiras, noticia o mesmo jornal.

O matutino britânico Guardian vai mais longe, e adianta que Paris e Berlim querem aumentar o fundo de resgate para dois biliões de euros, citando fontes diplomáticas.

O porta-voz da bancada da CDU, Ulrich Scharlack, disse no entanto que o ministro das Finanças não se referiu a quaisquer números, limitando-se a adiantar que estão a ser analisados modelos na Comissão Europeia.

Um outro participante na reunião asseverou também ao site eletrónico do Der Spiegel que Schäuble não falou em números.

Há algum tempo que correm rumores de que o volume do FEEF terá de ser aumentando para suportar eventuais ajudas á espanha ou à Itália, grandes economias da zona euro.

Até agora, os países a recorrer a este Fundo foram a Irlanda, que obteve um empréstimo de 85 mil milhões de euros, e Portugal, que receberá 78 mil milhões de euros até 2013.

Está também em preparação um novo resgate à Grécia da ordem dos 109 mil milhões de euros.

Através da transformação do FEEF num seguro, não seria necessário, praticamente, aumentar o seu volume atual, ou seja, a Alemanha não precisaria de dar garantias superiores aos atuais 211 mil milhões de euros.

O sistema consiste em dar, através do FEEF, garantias aos investidores que comprem títulos da dívida pública de países em dificuldades financeiras de que receberão o seu dinheiro de volta através do mecanismo europeu.

Trata-se de um modelo baseado na reserva federal dos Estados Unidos que em 2008, após o início da crise económica e financeira internacional implementou um programa de empréstimos de 200 mil milhões de dólares, suportados apenas por 20 mil milhões de dólares do tesouro norte-americano.


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