Fundo Discovery prevê comprar hotel fechado na Terceira


 

Lusa/AO online   Regional   30 de Abr de 2015, 15:58

O Fundo Discovery está em negociações para comprar o seu primeiro hotel na ilha Terceira e tenciona iniciar "muito em breve" as obras de conclusão do hotel Príncipe do Mónaco.

 

"O Fundo Discovery está em negociação para vir a ter um hotel na ilha Terceira. Ainda não está terminada [a negociação], portanto, brevemente falaremos sobre o investimento na ilha Terceira", afirmou Pedro Seabra, representante do fundo acrescentando que este investimento será feito, "em princípio, em 2015" e que se trata de um hotel que está neste momento fechado.

Pedro Seabra, que lidera a equipa que faz o aconselhamento dos investimentos do Fundo Discovery e assume a presidência do Conselho de Administração da ASTA Atlântida (sociedade detida por aquele fundo), falava à Lusa em Ponta Delgada, à margem de um almoço organizado pela delegação da Ordem dos Economista nos Açores.

O fundo é proprietário do Furnas Boutique Hotel, aberto no final de março após anos fechado e por concluir, e do Hotel Príncipe do Mónaco, em Ponta Delgada, cuja construção está também parada há varios anos. O fundo tem previsto investir cerca de 11 milhões de euros e criar 60 postos de trabalho nestes dois projetos.

"O hotel Príncipe do Mónaco deverá entrar em obras muito em breve e abrir no primeiro trimestre do ano que vem. Não há qualquer atraso. Há muito trabalho a ser feito, desenvolvido, trabalho de projeto, de concurso. Está tudo a correr bem", afirmou Pedro Seabra.

Em abril de 2003, a Atlântida Sociedade de Turismo e Animação, S. A. (ASTA) assinou com a Região Autónoma dos Açores um contrato de concessão do exclusivo de jogos de fortuna e azar a instalar em S. Miguel e outro contrato do exclusivo da exploração de jogo de bingo e máquinas na ilha Terceira.

Em abril de 2014, o Tribunal de Ponta Delgada aprovou um plano de revitalização do grupo ASTA, depois de o Governo Regional dos Açores ter aceitado passar a concessão do jogo para outra entidade.

No entanto, o Governo dos Açores impôs contrapartidas, entre elas, que até 28 de janeiro de 2016 tem de estar a funcionar o casino, o Hotel Príncipe do Mónaco, o posto de turismo e o parque de estacionamento da urbanização Pero de Teive, na cidade de Ponta Delgada, bem como as salas de bingo e jogo na ilha Terceira.

No caso da urbanização Pero de Teive, o Governo açoriano pediu ainda a reformulação do projeto, no sentido de reduzir a sua volumetria e criar espaços para usufruto da população.

Sobre o projeto para a urbanização Pero de Teive, que engloba uma zona de galerias comerciais, Pedro Seabra adiantou apenas que o Fundo Discovery "está em negociações" com a Câmara Municipal de Ponta Delgada.

"Estamos abertamente a discutir o assunto e portanto é um assunto aberto, não está fechado. Provavelmente [o projeto final] não será exatamente igual à pretensão de quem está do outro lado. Uma negociação resulta em algo que há de conciliar todas as partes", referiu.

Pedro Seabra disse, ainda, que "é suposto a abertura do casino ser em simultâneo com o hotel", em Ponta Delgada, mas recordou que o casino será alugado a outra entidade, não lhe cabendo, por isso, adiantar mais nada.

A exploração dos jogos de fortuna e azar na ilha de S. Miguel e Terceira estão a cargo da a Romanti Casino Azores -- Jogo e Animação Turística, S.A.

Quanto ao Plano Especial de Revitalização da ASTA Atlântida, assegurou que o pagamento aos credores está a decorrer conforme foi aprovado e homologado pelo tribunal.

O pagamento a cerca de 65 credores começou a ser feito em março, estando prevista a amortização da totalidade do passivo acumulado num prazo de seis anos.

O Fundo Discovery está em atividade desde 2012, tendo desde então comprado créditos de mais de 30 ativos, num valor aproximado de 520 milhões de euros, quase todos na área do turismo.

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