Fundo de emergência social apoiou mais de 300 famílias na Ribeira Grande

Fundo de emergência social apoiou mais de 300 famílias na Ribeira Grande

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Dez de 2015, 09:55

O fundo de emergência social, criado pela Câmara da Ribeira Grande, nos Açores, em 2014, para responder a situações de caráter urgente, apoiou, até outubro deste ano, 306 famílias, disponibilizando uma verba de 47 mil euros.

 

“Foram apoiadas 306 famílias em grave carência económica e disponibilizados 47 mil euros até 31 de outubro de 2015. A maior parte dos apoios tem sido para alimentação, água, luz e gás”, disse à agência Lusa a vice-presidente da autarquia, Tânia Fonseca, acrescentando que, para 2016, a verba destinada àquele mecanismo deverá manter-se em "cerca de 75 mil euros".

Tânia Fonseca explicou que os apoios beneficiam famílias alargadas (pais, filhos e netos), famílias monoparentais e ainda agregados numerosos, salientando que o fundo tem ajudado muitas pessoas “a terem comida na mesa, medicamentos e a não ficarem sem água, nem luz, nem gás".

Para aceder ao fundo de emergência social da autarquia da costa norte da ilha de São Miguel, as famílias deverão ter um rendimento ‘per capita’ máximo de cerca de 90 euros por membro.

"São estas famílias que nos têm pedido apoio. […] O fundo, sendo um cuidado quase paliativo, porque não resolve os problemas das famílias e não é nossa intenção também fomentar e aumentar a subsidiodependência, a verdade é que nos últimos anos percebemos que isso se justificava", disse ainda.

Segundo a vice-presidente do município da Ribeira Grande, não tem vindo sido necessário aumentar as verbas para este fundo, cuja atribuição começou em janeiro de 2014, “mas foi necessário redistribuir os apoios de forma mais justa para não se criar uma dependência”.

Também este ano, a autarquia disponibilizou 74 mil euros para resolver 70 situações de habitações degradadas "em todas as freguesias" do concelho, apoios que incidiram na substituição de telhados e na adaptação de casas onde moram pessoas com dificuldades de mobilidade.

"Em setembro apercebemo-nos que tínhamos de reforçar esta rubrica e canalizámos mais 20 mil euros que permitirão até 31 dezembro intervir em cerca de mais dez habitações, elevando para um total de 80 apoios e de cerca de 90 mil euros de intervenções", adiantou Tânia Fonseca, admitindo que esses apoios abrangem perto de 500 pessoas.


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