Funcionários foram pressionados pela administração para subscreverem produtos

Funcionários foram pressionados pela administração para subscreverem produtos

 

Lusa/AO Online   Economia   17 de Mai de 2016, 12:00

O presidente da Associação de Lesados do Banif (ALBOA), Jacinto José Brito da Silva, disse hoje no parlamento que os próprios funcionários do Banif foram pressionados pela administração para subscreverem determinados produtos financeiros.

 

Questionado pelos deputados sobre a sua afirmação acerca da existência de técnicas agressivas de venda de determinados produtos financeiros e se a administração do banco teve responsabilidades, Jacinto José Brito da Silva foi perentório: "Relativamente a isso não tenho qualquer tipo de dúvida".

E, na comissão parlamentar de inquérito ao Banif onde foi hoje ouvido, acrescentou: "Por relatos de alguns ex-funcionários do Banif, eles próprios foram de tal forma pressionados pelos seus superiores do banco que hoje estão a sofrer grandes consequências, estão a pagar empréstimos, juros e não têm nada".

O presidente da ALBOA reforçou ainda que os responsáveis do banco "fizeram pressões sobre os seus próprios funcionários" e "obviamente obrigando-os junto dos clientes - aquelas pessoas que confiavam plenamente nestes funcionários - a subscreverem os produtos".

"Isso é mais do que evidente. Temos inúmeros casos de situações desse tipo", disse.

Quem também falou na comissão parlamentar de inquérito foi o responsável pelo apoio direto aos lesados dos Açores, Carlos Martins, que, emocionado, relatou casos de pessoas a quem esta situação aconteceu.

A 20 de dezembro de 2015, num domingo, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos - incluindo 'tóxicos' - para a nova sociedade veículo.


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