França não vislumbra vínculos terroristas ao francês detido na Ucrânia

França não vislumbra vínculos terroristas ao francês detido na Ucrânia

 

Lusa/AO online   Internacional   6 de Jun de 2016, 17:50

Os investigadores franceses envolvidos no inquérito ao francês detido na Ucrânia com um arsenal de armas e explosivos, supostamente destinado a cometer atentados no Euro 2016, referiram que de momento nada indica que tenha ligações a grupos terroristas.

 

Um porta-voz da Procuradoria de Paris disse hoje à agência noticiosa Efe que “por agora” esses elementos não são suscetíveis de justificar a abertura de uma investigação por terrorismo.

A mesma fonte acrescentou que a responsabilidade da investigação foi atribuída à polícia judiciária de Nancy, região onde está registado o domicílio do suspeito, sob a supervisão da designada Jurisdição Inter-regional.

O processo que foi aberto refere-se a tráfico de armas. Caso tivesse sido indiciado por terrorismo, o suspeito teria de ser transferido para Paris, cuja procuradoria centraliza em França todos os assuntos relacionados com terrorismo.

Grégoire Moutaux, 25 anos, foi detido em 21 de maio palas forças de segurança ucranianas quanto tentava entrar na Polónia com cinco armas de assalto ‘kalashnikov’, mais de 5.000 projéteis, dois lança-granadas antitanque com 18 projéteis, 125 quilos do explosivo trinitrotolueno, 100 detonadores e 20 ‘passa-montanhas’, entre outros objetos.

No seu domicílio, na localidade de Nant le Petit, no departamento de Meuse (nordeste de França) foram detetados componentes de explosivos e uma camisa de um grupúsculo de extrema-direita, revelou o L’Est Républican.

O diário precisou que Moutaux trabalhava na inseminação de vacas numa cooperativa da Alsácia, e indicou que os ucranianos não tinham até agora transmitido aos investigadores qualquer dos elementos recolhidos, em particular o registo dos interrogatórios.

Segundo as autoridades ucranianas, o grupo para quem transportaria as armas planeava 15 atentados no decurso do campeonato europeu de futebol (Euro 2016) que vai decorrer em França entre 10 de junho e 10 de julho.

Os seus objetivos seriam uma mesquita, uma sinagoga, uma repartição de finanças ou instalações de controlo nas autoestradas, entre outros locais.

O Presidente francês, François Hollande, reconheceu no domingo que a ameaça terrorista se mantém no país nas vésperas do início do evento e vai prevalecer, justificando assim a necessidade em adotar todas as medidas preventivas.

Mais de 60.000 polícias e gendarmes (forças militarizadas) vão estar mobilizados para garantir a segurança durante esta competição, que na fase de grupos vai decorrer em locais diferentes.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.