Fórum da Floresta nos Açores vai ajudar a definir políticas públicas

Fórum da Floresta nos Açores vai ajudar a definir políticas públicas

 

Lusa/AO online   Regional   27 de Mai de 2015, 18:33

O secretário Regional da Agricultura dos Açores anunciou a criação de um Fórum da Floresta, que reunirá pela primeira vez no início do verão, para congregar esforços e contribuir para a definição das políticas públicas neste setor.

 

"Decidimos criar um fórum da floresta, que reunirá no futuro imediato representantes da administração pública com intervenientes em toda esta problemática, os empresários florestais e da indústria relacionada com a madeira", afirmou Luís Neto Viveiros aos jornalistas.

O governante açoriano falava à margem de uma reunião com o presidente da direção da Aflorestaçores - Associação Florestal dos Açores, que representa 40 produtores florestais açorianos.

Luís Neto Viveiros adiantou que este fórum, à semelhança do que já ocorre com o fórum do leite, terá "reuniões periódicas ao longo do ano", permitindo "debater em detalhe todas as questões referentes à produção florestal, proteção do ambiente e exploração florestal".

Nos Açores, existem 71 mil hectares de floresta (31% do território das ilhas), dos quais 12.698 são criptoméria, estando sob gestão pública 4.500 hectares desta espécie.

O Governo dos Açores anunciou, no final de janeiro de 2014, um plano de "rentabilização da fileira da madeira", que começou com a abertura de um primeiro concurso internacional para o corte e venda de 103 hectares de árvores em matas públicas localizados em zonas dos concelhos do Nordeste, Povoação e Ribeira Grande, na ilha de São Miguel.

O secretário regional da Agricultura e Ambiente adiantou que em S. Miguel e Terceira já foram criados cerca de 220 postos de trabalho no âmbito do plano de rentabilização da fileira da madeira, que previa a criação de 1.000 postos de trabalho.

"Neste momento, considerando os postos de trabalho diretamente envolvidos no corte, replantação e transformação, estimamos que já existam cerca de 220 postos de trabalho nas duas ilhas da região", afirmou Luís Neto Viveiros, salientando que se trata de um "processo contínuo".

Na reunião com a tutela, o presidente da direção da Aflorestaçores pediu uma retificação da legislação em vigor, no sentido de a tornar "mais abrangente" e menos discriminatória para com os produtores florestais ao nível dos equipamentos abrangidos pelo subsídio agrícola e para pequenos equipamentos florestais.

"Havia equipamentos florestais que não estavam bem enquadrados ao nível do subsídio por litro, por máquina, e viemos acertar", afirmou Eugénio Câmara aos jornalistas.

Neto Viveiros assegurou haver condições da parte do executivo para ir ao encontro das pretensões dos produtores florestais, uma vez que em causa estão "ajustamentos de pequena monta e a reapreciação dos plafons atribuídos no âmbito do benefício fiscal do gasóleo agrícola".

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