Forte subida de EDP suporta PSI 20


 

Lusa / AO Online   Economia   11 de Dez de 2007, 17:54

A Euronext Lisboa fechou hoje em alta, em contraciclo com as congéneres europeias, com o PSI 20 a subir 0,37 por cento, para 13.093,79 pontos, beneficiando da subida superior a 2 por cento da EDP.
    Dos 20 títulos que integram o principal índice da bolsa portuguesa, nove subiram e 11 desceram, numa sessão de elevada liquidez.

    Pela positiva destaque para EDP, PT Multimédia e BPI.

    Do lado negativo referência para Mota-Engil, Sonae e Soares da Costa e também para o BCP.

    A Europa terminou o dia no 'vermelho', penalizada sobretudo por mineiras e títulos do sector financeiro, depois de a confiança dos investidores alemães ter caído para o mínimo em 15 anos.

    Entre as quedas mais acentuadas ficaram bancos como Royal Bank of Scotland, Barclays, UBS, Fortis, HBOS, Lloyds e BNP Paribas, as mineiras Rio Tinto, Anglo American e companhias de aviação como a Lufthansa, Air France-KLM e British Airways.

    Nas subidas referência para as tecnológicas Ericsson, SAP, Philips e Cap Gemini.

    O índice de referência DJ Stoxx 50 fechou a cair 0,56 por cento, para 3.783,36 pontos, e o Euronext 100 encerrou a descer 0,37 por cento, para 1.008,96 pontos.

    As desvalorizações nas congéneres da bolsa portuguesa oscilaram entre os 0,3 por cento de Frankfurt e os 0,45 por cento de Paris.

    Madrid subiu 0,37 por cento.

    Na Euronext Lisboa, a forte subida da EDP ajudou a compensar a queda do BCP e a manter o índice acima da linha d'água.

    A Energias de Portugal liderou as valorizações no PSI 20 ao avançar 2,63 por cento para 4,69 euros, com 21,3 milhões de acções trocadas, um dia depois de o Grupo Mello ter anunciado que reforçou a participação no capital social da empresa para 4,4 por cento.

    A Galp Energia progrediu 0,55 por cento para 14,75 euros, beneficiando de uma recomendação positiva do Crédit Suisse, que iniciou a cobertura da energética com uma recomendação de “outperform” e um preço-alvo de 17,50 euros por acção.

    A REN fechou em alta de 0,27 por cento para 3,75 euros.

    A Brisa viveu uma sessão positiva, ao subir 0,3 por cento para 10,03 euros.

    Na banca, o BPI progrediu 1,83 por cento para 5,57 euros, enquanto o BES desceu 0,38 por cento para 15,9 euros e o BCP perdeu 1,35 por cento para 2,92 euros, limitando um maior ganho do índice.

    O maior banco privado português foi o título mais negociado com 23,4 milhões de acções trocadas.

    As desvalorizações foram lideradas pela Mota-Engil, que recuou 1,64 por cento para 5,4 euros.

    No universo Sonae, a casa-mãe deslizou 1,46 por cento para 2,02 euros, a Sonaecom desceu 0,26 por cento para 3,8 euros e a Sonae Indústria avançou 0,53 por cento para 7,55 euros.

    A PT Multimédia encerrou em alta de 2,18 por cento para 9,37 euros, numa altura em que é aguardada a divulgação da estratégia da empresa para o próximo ano.

    A Jerónimo Martins subiu 0,55 por cento para 5,52 euros, no dia em que a Lisbon Brokers reviu o preço-alvo sobre as acções da empresa de 5 para 6 euros, reiterando a recomendação de 'manter'.

    Durante a sessão de hoje foram transaccionadas 71,2 milhões de acções no principal índice da bolsa portuguesa, correspondentes a um volume de negócios de 312,5 milhões de euros.
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