Forças armadas do Brasil anunciam cerco a favela da Rocinha no Rio de Janeiro


 

Lusa/AO online   Internacional   22 de Set de 2017, 17:24

As forças armadas do Brasil vão cercar ainda a comunidade da Rocinha, uma grande favela do Rio de Janeiro onde vivem pelo menos 70 mil pessoas.


A decisão foi tomada pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, que acatou um pedido do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, para que fossem enviados militares ao local.

Segundo o ministro da Defesa, 700 membros da polícia e do exército participarão do cerco à favela, numa ação anunciada cinco dias depois do recrudescimento dos confrontos entre traficantes rivais naquela área.

No último domingo, um grupo de traficantes tentou tomar o controlo da Rocinha de outros criminosos, desencadeando tiroteios intensos que aterrorizaram os moradores.

Dezenas de vídeos registados por moradores mostraram o clima de terror durante o confronto entre os criminosos. Nas imagens era possível ver tiros sendo disparados por traficantes em cima das lajes em diferentes casas da favela.

Depois da tentativa de invasão, a polícia fez operações no local, mas os confrontos não cessaram.

Na manhã de hoje, traficantes e polícias voltaram a trocar tiros dentro da favela. O confronto levou ao encerramento da estrada Lagoa-Barra, principal via que faz a ligação entre a zona sul e a zona oeste da cidade do Rio de Janeiro.



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