FMI não pode adiar o prazo dado a Atenas

FMI não pode adiar o prazo dado a Atenas

 

Lusa/AO online   Economia   9 de Jul de 2015, 18:55

O FMI não pode adiar o prazo de pagamento dado à Grécia, sob pena de infringir as regras aplicáveis aos países que falharam o pagamento das suas dívidas, disse o economista-chefe da instituição, Olivier Blanchard.

 

"Quando um país se atrasa nos pagamentos, não podemos conceder empréstimos de qualquer forma, ou através de nenhum meio; e uma restituição é uma forma de empréstimo", disse hoje o economista-chefe da instituição, Olivier Blanchard, à margem da apresentação das novas previsões económicas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A Grécia ficou privada dos empréstimos do FMI, depois de no dia 30 de junho ter entrado em incumprimento com a instituição, ao não saldar uma dívida de 1,5 mil milhões de euros.

Atenas, entretanto, pediu o adiamento do prazo para pagar a dívida, invocando que essa opção existe em "casos excecionais".

A decisão final cabe agora ao Conselho de Administração do FMI, composto por 188 Estados-membros, e que deverá em breve tomar uma decisão.

Alguns especialistas acreditam que o FMI podia dar o exemplo, com uma extensão das maturidades dos empréstimos.

A maioria dos 188 Estados-membros do FMI "são mais pobres do que a Grécia e não tiveram o tipo de regalias que alguns nos pedem para conceder a Atenas", disse Blanchard.

Por outro lado, o Fundo disse que um adiamento dos pagamentos, que aconteceu apenas por duas vezes na história da instituição, "não ajuda" países que enfrentam necessidades de financiamento "imediato", como é o caso da Grécia.

Atenas, que apresentou uma proposta aos credores, em troco de um novo pacote de ajudas, deve reembolsar o FMI em 455 milhões de euros até segunda-feira.

O país terá ainda de devolver 284 milhões de euros à instituição antes do dia 01 de agosto.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.