FLAD financia estudo para instalação de unidade industrial na Praia da Vitória

FLAD financia estudo para instalação de unidade industrial na Praia da Vitória

 

Lusa/AO Online   Regional   7 de Nov de 2014, 17:54

A Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) anunciou hoje que vai financiar um estudo de requisitos logísticos para a instalação de uma unidade industrial no concelho da Praia da Vitória.

"Este estudo visa perceber do ponto de vista logístico quais são os requisitos e quais são os pressupostos que é necessário garantir para que uma empresa de natureza industrial, portanto transformadora, se possa instalar na Praia da Vitória", frisou Jorge Gabriel, membro do conselho de administração da FLAD.

Jorge Gabriel falava na Praia da Vitória, numa conferência de imprensa conjunta com o presidente da câmara municipal, Roberto Monteiro, antes da assinatura de um acordo de cooperação entre as duas entidades.

Segundo o administrador da FLAD, o estudo vai analisar não só as infraestruturas logísticas que existem e as necessidades neste domínio, mas também as habilitações e qualificações da população e as soluções de aprovisionamento.

O presidente da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Vasco Rato, já tinha anunciado em março deste ano que pretendia desenvolver um estudo para avaliar a possibilidade de criação de uma indústria na ilha Terceira.

O estudo, que terá um custo de 28.500 euros, foi agora encomendado a uma empresa nacional e estará concluído até ao final deste ano, segundo o autarca da Praia da Vitória.

Jorge Gabriel considerou que existem muitas alternativas na ilha Terceira para resolver o "maior problema imediato que se coloca à região", que é a redução do efetivo norte-americano da Base das Lajes, mas "não estão estudadas", por isso esta medida vem "afunilar o leque possível de soluções".

Para o presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, este acordo é "histórico" porque é o primeiro projeto de parceria direta entre a FLAD e o município, que tem como objetivo a promoção de uma iniciativa com "impacto económico e social".

"Este acordo de cooperação financeira demonstra o reconhecimento pela Fundação Luso-Americana de que efetivamente é preciso conjugar esforços de todas as partes para que sejam tomadas medidas de mitigação do impacto da redução ocorrida na Base das Lajes", frisou.

Roberto Monteiro salientou, no entanto, que o compromisso da autarquia e da FLAD "vai para além deste protocolo", porque uma vez conhecidas as conclusões do estudo, as duas entidades vão continuar comprometidas na sua execução.

O autarca alegou que já existem em Portugal "potenciais interessados" em instalar uma unidade industrial de grande dimensão à escala da ilha, os Açores têm condições "altamente favoráveis" à deslocalização de empresas.

Numa altura em que as empresas estão "descapitalizadas", mas precisam investir para se manterem competitivas, o nível de cofinanciamento da região, três vezes superior ao que existe no continente, e os fundos de capital de risco da região, do município e da FLAD são apontados como atrativos.

O fundo de capital de risco da Praia da Vitória, o primeiro de uma autarquia nos Açores, teve dois concorrentes de âmbito nacional para a sua gestão e, segundo Roberto Monteiro, já tem emigrantes açorianos interessados em investir.

Para além dos postos de trabalho diretos que poderão ser criados, a unidade terá também um "impacto colateral enorme", segundo o autarca, tendo em conta a prestação de serviços que necessita.

"Se estivermos a falar na criação de 100 postos de trabalho sustentáveis, estamos a falar exatamente em 10% da taxa de desemprego atual do concelho", frisou.

Roberto Monteiro salientou ainda que o concelho tem uma escola profissional de "excelência", que tem adaptado a sua oferta formativa às novas exigências do mercado e pode preparar num prazo curto" mão-de-obra para um determinado setor.

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