FLAD e universidades portuguesas lançam novo programa de mobilidade


 

Lusa/AO online   Nacional   6 de Out de 2014, 15:45

A Fundação Luso-Americana lança na terça-feira um programa destinado a conquistar estudantes norte-americanos e lusodescendentes para universidades portuguesas, onde pagarão propinas quatro vezes mais caras dos que as aplicadas aos alunos nacionais.

 

Associaram-se a esta parceria com a FLAD as principais instituições de ensino superior existentes na capital portuguesa: a Universidade de Lisboa, a Universidade Nova, a Católica e o ISCTE – Instituto Universitário.

O valor do semestre será de 11.000 dólares (cerca de 8.800 euros), a suportar pelo aluno ou pela universidade norte-americana que frequenta, uma vez que se trata de um programa de mobilidade, explicou à agência Lusa o responsável da FLAD pelo programa “Study in Portugal Network”, Michael Baum.

Estão incluídas as propinas, alojamento, visitas pela cidade e atividades culturais, além de um telemóvel para usar durante a estada e um passe para transportes públicos.

Os alunos ficam responsáveis pela alimentação fora da instituição: “Em princípio vão viver em apartamentos partilhados com outros estudantes internacionais de Erasmus ou portugueses”, referiu a mesma fonte.

“Se tudo funcionar, a ideia será expandir este programa e abrir oportunidades de estudar no Porto, em Aveiro, no Algarve, nos Açores e outros sítios”, indicou Michael Baum.

O principal objetivo é aumentar a percentagem de alunos norte-americanos que escolhem Portugal como destino académico.

“Dos mais de 283.000 alunos universitários americanos que aderiram até agora a programas de mobilidade académica, apenas 211 escolheram Portugal”, segundo números divulgados pela FLAD.

Os promotores pretendem divulgar no mercado norte-americano as características de Portugal e de Lisboa, a nível cultural, social, geográfico, bem como as suas universidades.

Segundo o relatório anual 2011/2012 do Instituto de Educação Internacional, mais de 283.000 alunos universitários aderiram a programas de mobilidade académica. Apenas 211 escolheram Portugal, contra 34.660 que preferiram o Reino Unido, Itália (29.645) e Espanha (26.480).

Para formalizar o programa, que na prática começa a vigorar em 2015, será assinado um protocolo na terça-feira, em Lisboa.

O aluno pode decidir se quer passar um semestre em Lisboa, o ano inteiro ou o verão. “Vamos ter uma equipa de pessoal a trabalhar a tempo inteiro para apoiar os alunos”, adiantou o responsável da FLAD.

Normalmente os alunos fazem quatro ou cinco cadeiras. As universidades americanas certificam depois as competências e aceitam-nas nos seus programas.

Além da formação nas universidades portuguesas, a FLAD assegura mais quatro cadeiras em inglês nas áreas das Ciências Sociais e Humanas, bem como uma cadeira em Português, do nível básico ao avançado.

A FLAD ainda vai fazer um roadshow nos Estados Unidos, durante cerca de um mês, para tentar assinar protocolos com universidades americanas, no sentido de as instituições aprovarem o programa e dar confiança aos alunos quando fazem as suas escolhas.


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