Fim de Schengen custará 470 mil milhões de euros em dez anos à UE

Fim de Schengen custará 470 mil milhões de euros em dez anos à UE

 

Lusa/AO Online   Internacional   22 de Fev de 2016, 15:55

O fim do espaço de livre-circulação europeia de Schengen custará pelo menos 470 mil milhões de euros em dez anos aos países da UE, indica um estudo alemão hoje publicado.

 

A reinstalação de controlos de fronteiras na Europa, um cenário cada vez mais provável devido à crise dos refugiados, ia traduzir-se por "aumentos maciços de custos e preços", de acordo com o estudo do Instituto Prognos, encomendado pela Fundação Bertelsmann.

Estes custos teriam repercussões fora da Europa, devido a um aumento dos preços das importações. O estudo indica que o fim de Schengen iria custar 91 mil milhões de euros em dez anos aos Estados Unidos e 95 mil milhões à China.

Os controlos de fronteiras iam traduzir-se por custos de pessoal mais elevados para as empresas e também em custos de armazenamento, por não ser possível garantir entregas de última hora, indicou o instituto.

Num cenário otimista, os custos de produção na UE aumentariam 1%, representando um custo acumulado de 470 mil milhões de euros sobre o Produto Interno Bruto (PIB) da UE em dez anos (2016-2025). Para a Alemanha, a fatura seria de 77 mil milhões de euros, e para a França de 80 mil milhões.

O PIB anual da UE ronda os 15 biliões.

Num cenário pessimista, em que os custos de produção aumentassem, em média, 3% teria um custo para a UE de 1,4 biliões de euros, dos quais 235 mil milhões para a Alemanha e 244 mil milhões para a França.

"Se as fronteiras forem reinstaladas, o crescimento já fraco da Europa vai ficar sob maior pressão", comentou Aart De Geus, presidente da Fundação Bertelsmann. "No fim, são os cidadãos que vão pagar esta fatura", afirmou.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.