Filhos de polacos que morreram no Cabo da Roca estão a receber apoio

Filhos de polacos que morreram no Cabo da Roca estão a receber apoio

 

AO/Lusa   Nacional   10 de Ago de 2014, 19:16

Os filhos do casal de polacos que morreu sábado após cair de uma ravina no Cabo da Roca, em Sintra, estão a receber apoio médico e psicológico, informou domingo a Embaixada da Polónia em Lisboa.

 

“As crianças dormiram calmamente durante toda a noite e estão sob assistência das devidas instituições”, refere a secção diplomática, em comunicado enviado à agência Lusa.

“Foi-lhes assegurado um amplo apoio médico, psicológico e de bem estar geral, sob a supervisão dos serviços consulares e das devidas autoridades portuguesas”, acrescenta.

A embaixada adianta ainda que já contactou “a família mais próxima, a fim de juntar as crianças com os seus familiares, de forma o mais humanitária possível”, e que destacou “uma equipa de emergência que funcionará até ao regresso das crianças à Polónia”.

A secção consular da Embaixada da Polónia foi informada do acidente no Cabo da Roca, “por volta das 21:20” de sábado, e a cônsul deslocou-se “de imediato” ao local.

“A polícia está a conduzir uma investigação sobre as circunstâncias que envolveram o acidente”, menciona o comunicado.

As crianças, um menino e uma menina, menores de idade, têm “documentos de identidade polacos” e “conhecimento das línguas polaca e portuguesa”, informa a embaixada, confirmando que “provavelmente testemunharam o acidente”.

Os pais das duas crianças, de cinco e seis anos, eram “cidadãos polacos que viviam há alguns anos em Portugal”, explicita o comunicado.

Os corpos do casal de polacos que, ao final da tarde de sábado, caiu numa ravina com cerca de 80 metros de altura, nas traseiras do farol do Cabo da Roca, foram resgatados na manhã de domingo.

Segundo o comandante do porto de Cascais, Dario Moreira, os corpos das vítimas, com cerca de 30 anos, foram resgatados por elementos dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme para um Kamov da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC).

Para resgatar os corpos, os bombeiros tiveram que deslocar os corpos para um local de mais fácil acesso, de onde os pudessem depois retirar.

 


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