Festival Raizes do Atlântico acontece "renovado" de 09 a 11 de junho no Funchal

Festival Raizes do Atlântico acontece "renovado" de 09 a 11 de junho no Funchal

 

Lusa/AO Online   Nacional   27 de Mai de 2016, 08:54

O Festival Raízes da Madeira, o mais antigo evento de 'world music' de Portugal, acontece de 09 a 11 de junho, renovado a nível de imagem, espaço e programação, apostando a organização na sua internacionalização e afirmação como cartaz turístico.

 

“Sem desfazer os anos anteriores, acho que conseguimos uma renovação de imagem e de conceito”, disse o diretor artístico, Nuno Barcelos, à agência Lusa, considerando que foi dado “mais um passo na internacionalização” do evento.

A nível de programa, o responsável destacou que foi dada relevância à componente da lusofonia e às novas tendências, estando previstas as atuações do Elida Almeida (Cabo Verde) “que encerra a sua 'tournée' na Madeira” e o “encerramento de luxo” com Ivan Lins.

Do programa constam ainda Petit Noir (África do Sul), a estreia nacional do grupo Sons of Kemet para cativar “um público mais jovem”, Ghalia Benali (Tunísia), a portuguesa Lula Pena e o grupo madeirense que deu origem a este festival, o Xarambanda, no ano em que comemora 35 anos de existência.

Segundo Nuno Barcelos, o objetivo traçado pela organização “foi pegar num festival com 17 anos de existência e que teve sempre como base a música tradicional da ilha da Madeira, que depois casava com as músicas do mundo, e, sem desfazer toda a história do evento, trazer um pouco de modernidade”.

O responsável sustenta que nesta edição, “o festival faz uma viagem pelos sons, que não sejam só tradicionais, faz uma mistura de sons”.

Destacando que ocorreram “mudanças estruturais” e “alterações de 360 graus” na organização deste festival, que se realiza há 17 anos, no Funchal, mencionou que deixa de acontecer num espaço aberto da cidade e foi transferido para a Quinta Magnólia, que classifica de “lugar excelência” na cidade.

“Apesar de serem muito nobres os festivais que acontecem nas ruas, penso esta decisão da direção regional da Cultura da Madeira (DRAC) vem dar mais dignidade ao festival”, afirmou, acrescentando que “o problema de fazer um festival gratuito, numa rua de passagem, é que depois não se consegue saber quem está ali mesmo para o festival ou está apenas porque estava a passar e ouviu”.

Nuno Barcelos considera ainda que o facto de as entradas passarem a ter “um preço simbólico” (cinco euros/dia ou 12 euros para o passe do programa todo] também contribui para dar “mais dignidade” ao evento.

“O festival deve trabalhar mais no sentido de ser um cartaz turístico para as pessoas que pensam visitar ou estão na Madeira”, defendeu, apontando que foi este um dos motivos que levou a organização a antecipar a data da realização de julho para junho.

Outros aspetos que mencionou foram que este evento, que sempre foi “organizado por entidades externas, subcontratado, e pela primeira vez acontece feito com ‘a prata da casa’ [DRAC), o que permite reduzir os custos e aumentar a qualidade” e que surge com uma nova imagem.

O primeiro Festival Raízes o Atlântico aconteceu em 1994, teve vários formatos ao longo dos anos e contou com 130 concertos em vários palcos do Funchal.

 


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