Festival Paralelo quer pôr Ponta Delgada a dançar


 

Lusa/AO Online   Regional   17 de Ago de 2017, 15:09

O festival de dança PARALELO, uma produção do 37.25 – Núcleo de Artes Performativas, que decorre entre setembro e outubro em Ponta Delgada, nos Açores, quer pôr a cidade a dançar, revelou hoje a organização.


“Pôr Ponta Delgada a dançar, a ver dança, falar sobre dança, a dançar connosco, a dançar por si só”, afirmou à agência Lusa Maria João Gouveia, um dos elementos da organização.

Segundo Maria João Gouveia, “o PARALELO surge porque o 37.25, desde a sua formação, que tem vindo a desenvolver e a promover a dança nos Açores e, neste momento, torna-se pertinente a partilha de linguagem numa vertente prática, de aproximar o público e de trazer a dança às pessoas, formar palcos” e não ser apenas o núcleo no palco.

A bailarina, professora, coreógrafa e intérprete do 37.25 adiantou que há, igualmente, “uma vontade de dinamizar a cidade de Ponta Delgada” através de uma programação interdisciplinar, abrangendo várias vertentes da dança, de públicos e de espaços.

“Vem também no seguimento de outros dois festivais e na necessidade da criação aqui de quase de um triângulo feito de mãos dadas com o Walk&Talk [arte pública] e com o Tremor [música] (…) e agora o PARALELO na dança”, referiu, explicando que o núcleo trabalhou com o Walk&Talk com criações próprias e quatro residências artísticas.

Nesse sentido, considera “perfeitamente natural” o festival de dança desenvolvido pelo 37.25.

A primeira edição do festival, que percorre os fins de semana de 22 de setembro a 07 de outubro, inclui aulas, espetáculos, performances, conversas, cinema, festa e baile, decorrendo em vários palcos, alguns que Maria João Gouveia descreveu como improváveis.

Além do Teatro Micaelense, o festival, no âmbito de uma parceria com o projeto “Rua Ativa”, que visa dinamizar o centro histórico de Ponta Delgada, contempla a performance “Muda”, do 37.25, a exibir em várias lojas.

Já as aulas de dança têm lugar na Academia das Expressões e no salão paroquial de São José, enquanto o espaço da associação Solidaried’Arte recebe dança contemporânea circense, o baile dança-se no Solar da Graça e as conversas são no edifício que alberga o Louvre Michaelense.

“A ‘BlackSand Box’, que é um espaço não convencional, é aliás uma pista de skate, irá ter uma performance do 37.25 com música ao vivo e alguns dos bailarinos e professores que vêm para o festival”, declarou Maria João Gouveia.

De acordo com a bailarina, esta é uma edição experimental, cujo objetivo é repetir de dois em dois anos e, se possível, alargar a outros locais da ilha de São Miguel.



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