Ferro Rodrigues avisa que é impossível "ficar de braços cruzados"

Ferro Rodrigues avisa que é impossível "ficar de braços cruzados"

 

Lusa/AO Online   Nacional   16 de Out de 2017, 10:24

O presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, confessou hoje "grande preocupação e angústia" com os incêndios do fim de semana e avisou que é impossível "ficar de braços cruzados" com o que está a passar-se.


"É com grande preocupação e angústia que tenho acompanhado as consequências dos vários incêndios florestais que ontem deflagraram no nosso país", afirma Ferro Rodrigues numa mensagem divulgada pelo seu gabinete.

Depois de se manifestar consternado, e de dirigir uma palavra de solidariedade "com as famílias das vítimas e com todos aqueles que, no terreno, combatem as chamas e ajudam as populações atingidas", o presidente do parlamento sublinha que, segundo a Proteção Civil, domingo foi "o pior dia do ano em matéria de incêndios" e deixou um alerta.

Para Ferro Rodrigues, não se pode "ficar de braços cruzados" perante o que está a acontecer com "fenómenos raros", resultado das "alterações climáticas" e que estão a tornar-se "mais frequentes".

“Foi, segundo a Proteção Civil, o pior dia do ano em matéria de incêndios. Mais uma vez fora de época, mais uma vez com uma terrível combinação de fenómenos extremos”, salientou.

"Não podemos ficar de braços cruzados; temos de nos preparar para lidar com esta ameaça, com novos modelos de organização, prevenção e combate", afirma.

Para Ferro Rodrigues, é "da maior importância o contributo" da Comissão Técnica Independente sobre os incêndios na região centro, em junho.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 27 mortos e dezenas de feridos, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.

Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, um fogo que alastrou a outros municípios e que provocou 64 mortos e mais de 200 feridos.

 



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