Liga Portuguesa

Fernando Gomes, empossado presidente, exige criação de um Tribunal Desportivo

Fernando Gomes, empossado presidente, exige criação de um Tribunal Desportivo

 

Susete Rodrigues   Futebol   8 de Jun de 2010, 11:51

O novo presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Fernando Gomes, exigiu  a criação de um tribunal desportivo em Portugal, na tomada de posse dos novos órgãos sociais do organismo, que se seguiu às eleições

No Porto, Fernando Gomes, eleito com 38 votos a favor e três abstenções (faltaram ao ato eleitoral FC Porto, Sporting de Braga, Nacional e Carregado), considerou a presidência da LPFP o “maior desafio” da sua carreira profissional e, não escondendo ser portista, disse não estar condicionado por ninguém e garantiu querer um “futebol no tempo da liberdade”.
“Podemos, sem hesitações e sem medo, avançar, num curto espaço de tempo, para a criação de um Tribunal Desportivo que seja a instância máxima de defesa dos agentes desta e de outras modalidades. Mas não conseguiremos sozinhos este objectivo. O Estado e o Governo não podem dizer que não. O futebol profissional exige a criação de um tribunal desportivo em Portugal”, disse Fernando Gomes.
O novo líder da LPFP garantiu um “papel interventivo” nos quatro anos de mandato, defendeu um “futebol limpo, livre, transparente e democrático” e lembrou que a inadaptação dos estatutos da Federação Portuguesa de Futebol (será vice-presidente) ao novo Regime Jurídico das Federações pode prejudicar a candidatura de Portugal à organização do Mundial de 2018, juntamente com Espanha.
“Respeitaremos sempre os legítimos anseios de cada associado da Federação, mas não podemos aceitar que haja um bloqueio permanente de um processo que a todos afecta e que há muito deveria estar concluído”, afirmou.
Fernando Gomes disse que ocupará o lugar de vice-presidente da FPF num “espírito de absoluta lealdade e colaboração com o atual presidente”, Gilberto Madail, e frisou ainda que a “nova lei” (Regime Jurídico das Federações) coloca “como imperativo uma Conselho de Arbitragem único e um Conselho de Disciplina único”.
“Estes órgãos determinam, e muito, o sucesso ou o insucesso da nossa indústria”, explicou.
Elencando 10 temas como prioritários, Fernando Gomes falou também na revisão do quadro competitivo da Liga de Honra, na apresentação de uma proposta concreta para a viabilização do processo de profissionalização da arbitragem e ainda na promoção de um novo contrato colectivo de trabalho.
Além disso, o novo presidente da LPFP quer regular o mercado de apostas desportivas, potenciar as receitas comerciais e televisivas dos clubes e modificar regulamentos em 2011/2012.
Fernando Gomes elogiou ainda Valentim Loureiro, ex-presidente da LPFP e que hoje cessou uma actividade de 40 anos de dirigente desportivo e sublinhou a importância de Hermínio Loureiro – renunciou ao mandato de presidente a 24 de Março – no “esforço que entregou à causa”.


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