Fenprof quer discutir no parlamento mobilidade especial e horário de trabalho

A Fenprof vai pedir reuniões às comissões parlamentares de Educação e da Administração Pública para discutir as propostas de lei sobre mobilidade especial e aumento do horário de trabalho, na base das greves às avaliações.


 

Em declarações à agência Lusa, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, afirmou hoje que se mantém forte a adesão dos professores ao serviço de avaliações. De acordo com o sindicalista, a adesão deverá rondar os 95%.

As principais razões da luta dos professores prendem-se com as propostas de lei que visam aplicar a mobilidade especial aos professores e aumentar o horário semanal para 40 horas, que estão agora em negociação suplementar no Ministério da Educação e Ciência (MEC).

Além da reunião com o ministério, a FENPROF está a preparar uma posição para enviar para a Assembleia da República, onde o assunto estará em audição pública até quatro de julho.

“A Fenprof vai ainda solicitar reuniões a duas comissões: À comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura e à de Administração Pública”, anunciou Mário Nogueira.

O sindicalista voltou a recordar que a maioria das reuniões para discutir as notas dos alunos não se tem realizado, o que reforça a expressão deste longo protesto dos professores, que se iniciou a 7 de junho.

A luta dos professores vai continuar com a marcação de plenários distritais na quarta-feira.

Em comunicado, a Fenprof anunciou ainda que “o número de sentenças que condenam o MEC a pagar a compensação por caducidade dos contratos de professores continua a aumentar”: Na sequência de ações apresentadas pelos Sindicatos da FENPROF, são já 225 (duzentas e vinte cinco) as sentenças condenatórias.

A Fenprof voltou hoje a pedir ao ministério, “com caráter de urgência”, uma cópia da gravação da reunião que se realizou a 14 de junho, anunciando ainda que “para evitar novas situações do género, passará, de futuro, também a gravar as reuniões, tal como o MEC já há muito faz”.

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