FENPROF diz que professores sofrem retrocesso salarial

 FENPROF diz que professores sofrem retrocesso salarial

 

Lusa/Aonline   Nacional   9 de Nov de 2011, 15:41

 Um retrocesso salarial de 15 a 20 anos é o que representa para a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) a proposta de Orçamento do Estado que na quinta-feira começa a ser discutida no Parlamento.

Em vésperas da discussão que levará os diversos governantes à Assembleia da República, a FENPROF voltou a fazer contas para concluir que o Governo vai arrecadar 700 milhões de euros “à custa dos salários dos docentes”, que em média “recuam três escalões” na carreira.

As estimativas da FENPROF são feitas com base nos indicadores estabelecidos para o pré-escolar e ensinos básico e secundário, sem incluir o desemprego.

“As contas do OE para 2012 deixam antever a brutalidade das medidas que serão adotadas”, afirma a FENPROF em comunicado.

A federação diz ainda que será posto em causa o funcionamento das escolas e a qualidade educativa.

A FENPROF soma os cortes que transitam de 2011 aos já anunciados para os subsídios de natal e de férias que se perspetivam, classificando-os de “artificio para disfarçar que se trata de uma redução mensal de 14,3 por cento”.

Para a FENPROF, está em cima da mesa “um retrocesso salarial da ordem dos 15 a 20 anos”, ou seja, para fazer face ao custo de vida da segunda década do século XXI, “os docentes receberão um salário semelhante ao que recebiam na primeira metade dos anos 90”.

A organização divulgou hoje quadros com os salários dos professores, os respetivos escalões e as taxas de redução salarial impostas, para considerar que se trata de “um roubo organizado”.

No nono escalão da carreira, o “roubo anual” chega aos 9.547 euros, de acordo com as tabelas elaboradas pelos sindicatos, que questionam “para onde vai o dinheiro dos professores”.

A resposta da FENPROF é que não será para pagar os custos da Educação, já que o setor sofre um corte de 1.500 milhões de euros na proposta do Governo.

Praticamente, alega a FENPROF, servirá para pagar à “troika”, que “só em comissões cobra 665 milhões de euros ao país”.


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