FENPROF diz que hoje "é um dia extremamente triste para as escolas"

FENPROF diz que hoje "é um dia extremamente triste para as escolas"

 

Lusa/AO Online   Nacional   3 de Set de 2012, 10:52

O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, diz que hoje se assinala "um dia extremamente triste para as escolas", quando milhares de professores se deslocam aos centros de emprego em vez de se apresentarem para assumir atividades letivas.

"O que hoje temos aqui é a oferenda do Governo português ao deus troika, da cabeça de mais uns sacrificados", declarou em Coimbra o dirigente, frisando que, comparativamente ao ano letivo findo, presentemente são mais 18 mil professores a ficar no desemprego.

Esta manhã Mário Nogueira, que desempenha igualmente as funções de coordenador do Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC), esteve às portas do Centro de Emprego de Coimbra para sensibilizar os docentes desempregados para a luta.

"Hoje é um dia extremamente triste para as escolas", declarou, frisando que "milhares de professores em todo o país deveriam estar a apresentar-se nas escolas onde são necessários, e estão a apresentar-se nos centros de emprego".

Para o dirigente da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), esta situação não resulta de uma dispensa das escolas porque deixaram de ter necessidade desses docentes, mas de medidas adotadas pelo Governo.

"O Ministério da Educação é que tomou um conjunto de medidas", disse, e entre elas destacou a criação dos mega agrupamentos, o aumento dos alunos por turma, o fim de disciplinas "através de uma revisão da estrutura curricular sem qualquer sentido do ponto de vista pedagógico", e a eliminação de projetos importantes para a promoção do sucesso escolar e combate ao abandono.

Na extensa fila de pessoas que aguardavam, esta manhã, a entrada no Centro de Emprego de Coimbra, a FENPROF distribuiu informação sobre o modo de os docentes fazerem valer os seus direitos, nomeadamente a "compensação por caducidade" do contrato, cuja recusa ao pagamento por parte do Ministério da Educação já suscitou "44 sentenças condenatatórias" do tribunal.

"Quisemos também dizer a estes professores que não desistam. É preciso que se mobilizem, que lutem. A resolução deste problema nunca vai cair do céu", observou.

Segundo Mário Nogueira, este ano concorrem 51.200 professores e mais de 43 mil professores não foram colocados. Alguns ainda poderão arranjar lugar nas ofertas de escola, mas, "em relação ao ano passado, são cerca de mais 18 mil professores a ficar no desemprego".


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