Feira Nacional de Agricultura bate recorde de expositores mas atrai menos público


 

Lusa/AO Online   Economia   15 de Jun de 2015, 06:16

A Feira Nacional de Agricultura bateu este ano o recorde do número de expositores e a organização estima que tenha movimentado dezenas de milhões de euros apesar de o público ter diminuído em cerca de 20 mil pessoas.

 

A 52.ª Feira Nacional da Agricultura, que hoje termina, em Santarém, “foi a maior de sempre em termos de ocupação”, afirmou hoje Luis Mira, secretário-geral da CAP (Confederação dos Agricultores de Portugal), durante o balanço do certame que ao longo de nove dias promoveu o setor agrícola português e deverá ter gerado "dezenas de milhões de euros de volume de negócios".

Com um orçamento de um milhão de euros, a feira contou com a presença de 710 expositores quando no ano passado não chegou aos 700, afirmando-se como “a grande montra” do setor que hoje “utiliza tecnologia de ponta, drones, computadores e internet e não o burro, o arado e a enxada”, explicou o mesmo responsável.

Exemplo dessa evolução foi, segundo Luis Mira, “a demonstração clara da dimensão e interesse” do ciclo de conferências “Conversas de Agricultura”, com a realização de 33 debates sobre o setor, organizados por 35 entidades e a que assistiram seis mil pessoas.

O interesse em torno da feira revelou-se ainda, segundo o secretário-geral da CAP, “ao nível dos concursos nacionais” que decorreram entre dezembro e maio, resultando numa seleção dos melhores produtos nacionais que estiveram expostos, nos últimos nove dias no salão “Prazer de Provar” e no espaço “Portugal sou eu”, onde as provas de cozinha ao vivo contabilizaram este ano 77 ações.

O evento apostou este ano numa melhoria das condições de “bem-estar animal” que se refletiram na climatização da área de exposição de animais, onde estiveram 557 exemplares em permanência e de passagem outros 446, entre touros, vacas, cabrestos, cães e outros.

Idêntico esforço foi realizado na melhoria das condições de visitação, com a criação de áreas de sombra e de aspersão para refrescar o público que, reconheceu o mesmo responsável, “até ao final do dia de hoje deverá registar um decréscimo de cerca de 20 mil a 25 mil pessoas”, relativamente às 203 mil entradas contabilizadas o ano passado.

Números que apesar de fazerem deste “o terceiro melhor certame de sempre” em termos de público, ficaram aquém das expetativas da organização que não atingiu “o objetivo de não ter nenhum dia abaixo dos 10 mil visitantes”.

Largadas de touros, desfiles, provas de campinos, atividades equestres, demonstrações de escolas de toureio, treino de forcados, provas de velocidade, perícia e condução de cabrestos, a par com um programa de espetáculos diário foram algumas das atrações a concorrer para a adesão do público, que este ano teve que pagar mais pelas entradas, as quais aumentaram de seis para sete euros.

“Durante quatro anos suportámos o aumento dos impostos sem o refletir no preço dos bilhetes, mas, sendo esta uma organização que não recebe fundos públicos tem que ser sustentável”, explicou Luis Mira.

A feira, que decorre desde o dia 06 no Centro Nacional de Exposições, em Santarém, encerra ao público às 20:00 de hoje.

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