Federação dos Bombeiros defende consolidação do serviço SIV nos Açores


 

Lusa/AO Online   Regional   28 de Mar de 2017, 14:07

O presidente da Federação dos Bombeiros da Região Autónoma dos Açores defendeu hoje a consolidação do serviço de Suporte Imediato de Vida (SIV), iniciado em 2012, pondo fim à precariedade e diferença do valor pago aos condutores.

 

"Somos da opinião de que é preciso consolidar o serviço SIV. Para tal é preciso negociar com as associações de bombeiros para serem elas a fornecer os tripulantes, para garantir um serviço 24 sobre 24 horas, a remuneração e um horário de serviço que não sobrecarregue ninguém", afirmou Manuel Soares, que foi hoje ouvido na Comissão Permanente de Assuntos Sociais, do parlamento dos Açores, em Ponta Delgada.

Em janeiro, o PSD/Açores entregou no parlamento um projeto de resolução, para propor ao Governo Regional socialista a adoção de medidas urgentes que assegurem o regular funcionamento do serviço SIV na ilha do Faial, onde se "verificam longos períodos de inoperacionalidade".

"O SIV tem registado diversos períodos de inoperacionalidade em algumas ilhas, nos últimos tempos, com destaque para a ilha do Faial, situação que pode colocar em risco a vida de pessoas", refere o projeto de resolução do PSD/Açores.

O responsável, que também é presidente da Associação de Bombeiros das Velas, na ilha de São Jorge, defendeu que deve haver um protocolo com o Governo Regional para assegurar este serviço, de modo a regulamentá-lo, e reconheceu que há problemas de ordem laboral com bombeiros a fazer oito horas no serviço SIV e outras oito no quartel de bombeiros.

"É preciso repensar todas estas situações. Precisamos de um socorro rápido e eficaz", sustentou Manuel Soares, considerando que "o modelo deve ser negociado caso a caso, porque há associações que têm mais capacidade do que outras".

Segundo Manuel Soares, os bombeiros alegam que a remuneração deste serviço é "insuficiente", as associações de bombeiros "começaram a ter problemas laborais devido ao excesso de horário laboral" e o Faial "foi a ilha onde o problema se notou com mais incidência".

Presentemente, São Miguel, Terceira, Faial e Pico são as únicas ilhas no arquipélago que já dispõem de viaturas SIV adquiridas pela região.

Em dezembro de 2015, a Associação de Municípios da Ilha do Pico anunciou que pretendia adquirir, no primeiro trimestre de 2016, uma viatura SIV, a segunda que funcionaria na ilha, para assegurar melhores condições de saúde à população, um investimento de cerca de 75 mil euros que está ainda por concretizar.

Manuel Soares considerou também importante o alargamento do serviço a outras ilhas, destacando que "cada ilha é um caso e há que ter em conta aspetos geográficos e a própria localização da viatura na ilha".

"Há necessidade de repensar o serviço na Terceira, pela sua configuração geográfica. Há necessidade de implementar mais uma viatura no concelho da Praia da Vitória", destacou o presidente da Federação da Associação de Bombeiros, alegando que no caso de São Jorge o enfermeiro poderia trabalhar no centro de saúde e em caso de necessidade a viatura ir buscá-lo, algo que no caso do Pico já não poderia ocorrer devido à dimensão da mesma.

Manuel Soares advogou que deveriam ser as associações de bombeiros a gerir as viaturas SIV, o que considerou "uma mais-valia no sentido da segurança da mesma".

A Federação dos Bombeiros da Região Autónoma dos Açores foi criada em maio de 1988 e representa 17 associações de bombeiros presentes nas nove ilhas dos Açores.


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