Federação das Pescas satisfeita com quota do chicharro


 

Lusa/AO online   Regional   17 de Dez de 2014, 11:32

O presidente da Federação das Pescas dos Açores congratulou-se com a decisão da União Europeia de manter a quota do chicharro, frisando que se trata de uma espécie "importante na alimentação dos açorianos".

 

"Acho que a manutenção da quota está bem. Estamos satisfeitos. Se nos estivessem a cortar quotas, e a impor limites àquilo que estamos a capturar, poderia ser constrangedor num futuro próximo. Neste caso, mantendo as quotas, até porque o 'stock' de chicharros está bem, temos capacidade de pescar para consumo e alimentar as nossas populações", afirmou José António Fernandes, em declarações à Lusa.

O dirigente associativo falava a propósito da decisão tomada esta noite pelo Conselho de Ministros das Pescas da União Europeia, que o executivo açoriano já considerou também ser "benéfica" para os Açores e que “vai ao encontro das pretensões do Governo Regional".

A região tem um total admissível de captura (TAC) para o chicharro de 3.200 toneladas anuais.

A captura desta espécie apenas é permitida de segunda a sexta-feira e cada embarcação tem um limite para a quantidade diária a descarregar.

O presidente da Federação das Pescas dos Açores disse que a captura "está a ser feita só para consumo em fresco", acrescentando que "a alimentação dos açorianos tem muito a ver com o chicharro".

"Mas não consumimos quantidades disparatadas, mas sim aquilo que os consumidores vão adquirindo", acrescentou José António Fernandes, admitindo que, por haver uma certa abundância de chicharro, há uma tendência para as embarcações capturarem "em excesso em relação ao consumo".

"Gerir capturas para coincidirem com o consumo, para que não existam capturas que tenham de ser destruídas, é sempre difícil", disse, frisando, no entanto, que "a quota que existe dá de sobra para o consumo em frescos".

A quota de pesca global para Portugal vai aumentar 18% em 2015, face a este ano, anunciou na terça-feira à noite, em Bruxelas, a ministra da tutela, Assunção Cristas.

Segundo a ministra, é nos carapaus que se regista a maior subida, de 67%, tendo sido ainda negociado entre os ministros das Pescas dos 28 um aumento de 14% no tamboril, de 10% no biqueirão e de 15% no lagostim.

Já os totais admissíveis de capturas de pescada nas águas ibéricas foram reduzidos em 15%.

A ministra da Agricultura e do Mar manifestou-se satisfeita com o desfecho das negociações sobre as possibilidades de pesca para 2015, afirmando que o aumento de 18% das quotas representa “o melhor resultado de sempre”.

“Tivemos um resultado absolutamente excecional e histórico para o nosso país”, afirmou Assunção Cristas em Bruxelas, à saída do Conselho de Pescas, no qual a União Europeia fechou o acordo sobre as capturas para 2015 e repartição de quotas pelos Estados-membros.



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