Canoagem

Federação apreensiva com silêncio do governo sobre apoios prometidos

A Federação de Canoagem está apreensiva com o silêncio do Governo quanto ao apoio para os Europeus de sub-23 e júnior


 

"Obviamente que, a dois meses do evento, não existir ainda essa certeza cria problemas e condiciona a organização e a realização de investimentos. A esta distância do evento, a federação já tem acordos assumidos, pois são muitos países e vir e os profissionais que trabalham nestas áreas não aguardam até 20 dias do evento para assumir compromissos", explicou.

Mário Santos não entende a demora na concretização do apoio prometido tanto pelo anterior como pelo atual governo: "Estamos a jogar na corda bamba, convictos de que vamos ter esse apoio, pois é um compromisso do Estado, que nos incentivou a estes eventos - e bem - pois é a única forma de potenciar esta infraestrutura única mundial e trazer equipas internacionais para Portugal, para competir e treinar".

O dirigente diz que estarão no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho "mais de 35 países e mais de 1.000 atletas" e que, dada a inércia do poder central, a federação, "com parcos recursos", viu-se forçada a fazer investimentos na infraestrutura pública, algo que, defende, não lhe compete, mas que tem de fazer como único modo a garantir a realização dos Europeus.

"Portugal construiu uma infraestrutura desportiva com custo total superior a 20 milhões de euros. Fomos incentivados a candidatar-nos a provas internacionais para potenciar o CAR, que tem valências únicas e exclusivas para alta competição e este tipo de eventos. Foi assim que conseguimos alocar o Campeonato da Europa sub-23 e juniores, os Europeus seniores 2013 e Campeonato do Mundo sub-23 e júnior de 2015", explica.

A direção da FPC estranha o silêncio do governo até porque está em casa uma verba inferior a 250 mil euros: "O orçamento é de 800 mil euros e o financiamento público ascende a pouco mais de 20 por cento do valor e que corresponde a menos de metade daquilo que o Estado já financiou a outras organizações na mesma infraestrutura (Europeus de remo de 2010, apoiados com 520 mil euros)".

A canoagem lembra que é público o acesso aos contratos-programa assinados pelo Governo e que apenas pede "tratamento igual" ao dado a outras federações, bem como o "reconhecimento do que tem sido uma mais-valia no desporto nacional, não só a nível de resultados, mas no potenciar economicamente a infraestrutura".

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