Fecho de escolas piora qualidade do ensino diz Fenprof

Fecho de escolas piora qualidade do ensino diz Fenprof

 

Lusa/AO Online   Nacional   1 de Jun de 2010, 16:09

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) considera que o encerramento de escolas, hoje decidido em Conselho de Ministros, vai provocar uma “forte quebra de qualidade do ensino”, mais desemprego e “grandes sacrifícios para os alunos".

Em comunicado, o secretariado nacional da Fenprof entende que as medidas hoje anunciadas servem um único objetivo: “Poupar na educação”.

Em causa está a resolução de reordenamento da rede escolar, hoje aprovada em Conselho de Ministros, que define o encerramento das escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico com menos de 20 alunos.

Para a Fenprof, o Governo “decide agora resolver os problemas de liquidez financeira do país à custa das crianças e das populações mais desfavorecidas”.

Segundo o sindicado, esta medida vai deixar “inúmeros concelhos do país reduzidos à expressão mínima de uma ou duas escolas”.

“Os custos com deslocações ficarão por conta de municípios endividados, os custos sociais serão pagos pelas populações e os custos educativos estarão por conta das crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos”, alerta o sindicato.

No comunicado, a Fenprof fala ainda de “notícias, um pouco por todo o país, dando conta de reuniões realizadas com diretores de escola para informar que o ME irá avançar com uma reestruturação da rede escolar, fundindo agrupamentos, extinguindo outros e integrando as escolas secundárias em agrupamentos já constituídos”.

Para aquele sindicado, esta reestruturação tem um objetivo “estritamente economicista” uma vez que, ao criar unidades orgânicas e de gestão de dimensão “muito grandes”, permite a dispensa de "muitos milhares de profissionais de educação".

No entanto, o secretário de estado da Educação, João Mata, garantiu hoje que “não irão existir agrupamentos maiores dos que já existem”.

“Não vamos constituir mega agrupamentos”, disse aos jornalistas João Mata, lembrando que a dimensão máxima atual é até três mil alunos.

“Às medidas antes referidas, outras estarão a ser equacionadas, de acordo com informações que circularam nas reuniões com os diretores, as quais, se vierem a ser concretizadas, provocarão um autêntico descalabro ao nível do emprego docente, com o desemprego a disparar vertiginosamente”, acusa ainda a Fenprof.

No comunicado, a Fenprof exige ser ouvida, admitindo já que “assumirá uma postura de grande crítica e exigência se tal vier a acontecer”.


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