Familiares de vítima de acidente em São Roque do Pico pedem conclusões do inquérito


 

Lusa/AO Online   Regional   26 de Jan de 2015, 12:18

Familiares e amigos do homem que morreu em novembro na ilha do Pico a bordo de um barco de transporte de passageiros queixam-se da demora na conclusão do inquérito ao acidente anunciado na altura pela empresa pública Transmaçor.

 

A queixa foi divulgada hoje numa carta enviada à comunicação social por familiares e amigos do passageiro da Transmaçor que a 14 de novembro morreu depois de ter sido atingido por um cabeço de amarração. O cabeço rebentou no porto de São Roque do Pico quando o barco em que seguia a vítima tentava atracar.

Também o Bloco de Esquerda (BE) solicitou ao Governo dos Açores, através de um requerimento entregue no parlamento regional, a divulgação das conclusões do inquérito a este caso, que ocorreu, como lembram o partido e a família e os amigos da vítima, dois dias depois de no porto da Madalena, também no Pico, outros dois cabeços de amarração terem rebentado.

"Dois meses após o acidente, a família e os amigos nada sabem acerca de todo este processo. À boa-fé, a família enlutada esperou que alguma informação fosse dada, o que não aconteceu até agora", pode ler-se na carta enviada à comunicação social.

Segundo o mesmo texto, a única coisa que família e amigos conhecem "é o relatório médico" que indica que a morte ocorreu no Centro de Saúde de São Roque do Pico, para onde a vítima foi transportado ainda com sinais vitais.

Os subscritores da carta questionam a demora no socorro à vítima, que teve de aguardar cerca de uma hora, dentro do barco, à espera que este voltasse a atracar, porque na mesma altura um navio de mercadorias ocupava quase todo o cais comercial.

Por outro lado, consideram que os cabeços que tinham rebentado na Madalena dois dias antes faziam antever que "havia algum problema" e falam em "negligência".

"Há negligência em vários procedimentos: tanto na manutenção dos cabeços, como nas dimensões e até na fixação destes, para um serviço público que a Portos dos Açores vende; como por parte da Transmaçor, pela avaliação que fez ao nível da segurança e de procedimentos", lê-se no texto.

A agência Lusa procurou obter reações dos responsáveis da Portos dos Açores e da Transmaçor, mas não obteve resposta.

"Que espécie de inquéritos e averiguações são estes que demoram todo este tempo?! Ainda não concluíram nada?! Ou será que faltou tinta na impressora?!", questiona a mesma carta.

Já o BE, no requerimento que enviou ao executivo açoriano lembra que "esta situação foi objeto de dois processos de inquérito instaurados pela autoridade marítima e pela empresa pública regional, Portos do Açores", desconhecendo-se as conclusões dos dois.

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