Família e nível de vida levam imigrantes a arriscar a vida para entrar no Reino Unido

Família e nível de vida levam imigrantes a arriscar a vida para entrar no Reino Unido

 

Lusa/AO online   Internacional   29 de Jul de 2015, 18:04

Laços familiares e culturais, a língua inglesa e melhores condições económicas serão os fatores que fazem com que, diariamente, milhares de imigrantes tentem chegar ao Reino Unido a partir de França, segundo especialistas citados pela agência France Presse (AFP).

 

Cerca de 3.000 imigrantes acampados em Calais, no norte da França, tentaram nos últimos dias atravessar o Canal da Mancha para o Reino Unido, tentando infiltrar-se em camiões de mercadorias à espera de 'ferries', ou pelo túnel ferroviário do Eurotunnel, concessionário do túnel sob o canal da Mancha.

Um homem de origens sudanesas morreu hoje, dia em que se verificaram 1.500 tentativas de atravessar o canal desde França através do terminal dos comboios.

Responsáveis da empresa que gere o Eurotunnel dizem que, desde janeiro, foram bloqueadas cerca de 37.000 tentativas de entrar nos seus terminais.

O facto de muitos imigrantes falarem inglês e serem originários de países com laços culturais com o Reino Unido, ou mesmo com família no país, poderá explicar o porquê de arriscarem a vida a tentar trocar um país europeu rico por outro, segundo os especialistas.

A imponência britânica na economia europeia, sendo o país do continente que regista um crescimento mais rápido, e contando com 5,6% de desempregados comparados com os 10% de França, é uma razão adicional.

"Acho que a Grã-Bretanha significa liberdade", disse Bilal, refugiado da guerra na Síria de 29 anos, à AFP.

"Trabalhei na Síria", acrescenta, "tinha uma loja de computadores, acho que posso fazer o mesmo no Reino Unido".

O refugiado está no acampamento de Calais há mais de duas semanas, mas tenta atravessar o canal "todas as noites".

"A minha mulher e os meus dois filhos estão no Reino Unido, não os vejo há três anos", afirma Adam, de 38 anos.

O homem, originário do Sudão, antiga colónia britânica, acrescenta que a sua mulher "nasceu no Reino Unido, e quero ir para lá para ter paz e para ver a minha família".



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