Justiça

Falso médico condenado a 200 dias de multa por falsificação de documentos


 

Lusa/AO online   Nacional   12 de Dez de 2011, 17:30

O Tribunal de Leiria condenou um homem que se fez passar por médico a 200 dias de multa, a seis euros por dia, pelo crime de falsificação de documentos. A ex-mulher, também arguida no mesmo processo, foi absolvida.
O ex-casal estava inicialmente acusado pelo Ministério Público dos crimes de burla qualificada e falsificação de documentos, no valor de 1,3 milhões de euros, de que foi vítima, em 2008, o grupo empresarial Beatriz Godinho.

Na leitura do acórdão, a juíza presidente referiu que os arguidos restituíram aos lesados parte do valor em causa, pelo que foi extinto o crime de burla qualificada, bem como o pedido de indemnização.

Para o tribunal, ficou provado, por outro lado, que, ao contrário do afirmou, Joaquim Lopes Francisco "não é médico, nunca integrou qualquer missão em organizações médicas nacionais ou internacionais, nem trabalhou para a Cruz Vermelha Internacional". A magistrada referiu ainda que "não há qualquer inscrição do seu nome na Ordem dos Médicos nem na ONU" (Organização das Nações Unidas).

Segundo o tribunal, o documento apresentado pelo arguido para mostrar que tirou o curso na Universidade de Boston, nos Estados Unidos da América, serviu apenas para "elaborar um cenário ficcional", de modo a levar o grupo de laboratórios a acreditar que era médico e a "entregar valores para serem investidos em projectos que não existiam".

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