Trabalho

Fábrica de calçado despede funcionários por SMS

Fábrica de calçado despede funcionários por SMS

 

Lusa/AO online   Economia   30 de Ago de 2010, 11:23

Os funcionários da fábrica de calçado Pinhosil, em Arouca, estão esta segunda-feira concentrados à porta da empresa em protesto contra o seu encerramento, depois de terem sido surpreendidos com um despedimento por SMS (mensagem escrita de telemóvel).
Lina Ferreira é uma das 18 pessoas que estavam ao serviço da empresa e afirma: “Nunca suspeitámos de nada porque tivemos sempre muito trabalho e até fazíamos horas extraordinárias. Nunca estivemos parados em casa com falta de trabalho”.

Na passada quinta-feira, todos esses funcionários receberam uma mensagem de telemóvel a informá-los de que, a partir de hoje, a empresa estava encerrada e acrescentando que os trabalhadores iriam depois receber a carta para o subsídio de desemprego.

“Ninguém estava a contar com isto”, garante Lina Ferreira, em representação dos colegas. “Estamos aqui à porta da empresa para ver se percebemos o que se passou, porque os patrões não dão a cara para falar connosco, não aparecem nem atendem o telefone”.

Em dívida para com os trabalhadores da Pinhosil está metade do subsídio de Natal de 2009, o subsídio de férias de 2010, o salário de Julho e também o de Agosto, que termina hoje.

Lina Ferreira adianta que a ideia geral, entre os trabalhadores, é que “o patrão tinha outras dívidas”. “O que a gente ouvia”, explica, “é que ele devia muito dinheiro fora da empresa”.

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