Expedição cientifica em junho para desvendar as àreas mais intactas do mar dos Açores

Expedição cientifica em junho para desvendar as àreas mais intactas do mar dos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   31 de Mai de 2018, 15:15

O navio Santa Maria Manuela, um clássico bacalhoeiro, realiza entre 03 e 24 de junho, uma expedição cientifica às "áreas mais intactas do mar dos Açores", no âmbito do programa Blue Azores, foi hoje anunciado.

“Esta expedição às áreas mais intactas do mar dos Açores pretende contribuir para um panorama científico mais revelador do valor destes ecossistemas”, sublinha em comunicado a Fundação Oceano Azul, que lidera a expedição científica aos Açores em parceria com a Waitt Foundation e a National Geographic | Pristine Seas, com o apoio do Governo açoriano, Marinha Portuguesa e Universidade dos Açores. A Fundação salienta que "o mar dos Açores é já hoje percecionado, inclusive pela comunidade internacional, como uma área de extrema relevância a nível de biodiversidade marinha, biorrecursos e da sustentabilidade do oceano", mas frisa que "ainda há zonas pouco exploradas e um grande desconhecimento das suas comunidades biológicas e da natureza dos fundos marinhos". "Esta expedição às áreas mais intactas do mar dos Açores pretende contribuir para um panorama científico mais revelador do valor destes ecossistemas", refere a Fundação, explicando que além do histórico navio Santa Maria Manuela, a expedição conta com a participação do N.R.P. Almirante Gago Coutinho, da Marinha Portuguesa e ao serviço do Instituo Hidrográfico, assim como do ROV (veículo subaquático de controlo remoto na sigla em inglês) Luso da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental. A exploração destas "zonas pouco conhecidas do mar dos Açores" integra uma vasta equipa científica liderada por Emanuel Gonçalves, biólogo e membro da Comissão Executiva da Fundação Oceano Azul e Paul Rose, Líder de Expedições da National Geographic | Pristine Seas. Citado na nota de imprensa, Emanuel Gonçalves considera que para "se poder avaliar o real valor do mar dos Açores" é "fundamental conhecer melhor os seus ecossistemas", afirmando que "uma expedição como esta ou um programa de intervenção mais amplo como é o Blue Azores, podem contribuir para a proteção de vastas áreas do oceano, através da implementação de áreas marinhas protegidas". Com uma duração estimada de três anos, o programa Blue Azores visa a promoção e valorização do capital natural azul do arquipélago. A Fundação Oceano Azul nasceu em 2017 e tem como eixos principais a Literacia, a Conservação e a Capacitação, sob o lema “Ocean’s Point of View”. Uma nota divulgada hoje pelo executivo açoriano acrescenta que o clássico bacalhoeiro da frota branca portuguesa, que durante anos pescou na Terra Nova e agora pertence à Sociedade Francisco Manuel dos Santos, já está nos Açores e a caminho das Flores e do Corvo, para realizar a ‘Blue Azores Expedition’ e que permite documentar a biodiversidade marinha do grupo ocidental do arquipélago, localizado na placa tectónica americana, Na mesma nota, o diretor Regional dos Assuntos do Mar destaca o objetivo central da expedição, em que participam investigadores da região para contribuir para a “conservação informada do meio marinho” do arquipélago, estando também prevista a produção de documentários que “contribuam para a literacia dos oceanos e para a divulgação do mar dos Açores à escala global”. A ‘Blue Azores Expedition’ conta também com o navio ‘Gago Coutinho’, do Instituto Hidrográfico da Marinha Portuguesa, que está a mapear os fundos oceânicos envolventes do Corvo e das Flores, e com a lancha de investigação açoriana ‘Águas Vivas’, que, em breve, junta-se a esta frota para mapear as zonas costeiras destas duas ilhas.


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