Exército paquistanês coloca militares nas ruas por causa de confrontos

Exército paquistanês coloca militares nas ruas por causa de confrontos

 

Lusa/AO online   Internacional   28 de Mar de 2016, 18:18

O exército paquistanês anunciou ter colocado soldados nas ruas da capital, Islamabad, na sequência dos confrontos, desde há um mês, entre a polícia e os milhares de apoiantes de um islâmico condenado à forca.

 

A execução de Mumtaz Qadri, um polícia que, em 2011, abateu a tiro o governador Salman Taseer, foi encarada como um ponto de viragem na luta contra o extremismo religioso no Paquistão, um país com 200 milhões de habitantes.

A execução, porém, também irritou muitas correntes islâmicas que reuniram cerca de 100 mil pessoas nas ruas de Rawalpindi, a cidade gémea da capital Islamabad, para o funeral de Mumtaz Qadri.

O polícia Mumtaz Qadri acusava o governador Salman Taseer de profanar o Islão, ao defender a reforma da controversa lei sobre a blasfémia.

No Paquistão, a lei de blasfêmia prevê a pena de morte para as pessoas condenadas por comentários contra o profeta Maomé e tem havido situações de extremistas e de multidões que têm linchado pessoas suspeitas de insultos ao Islão, sem esperar pelo veredito da justiça.

Hoje, quase um mês depois da execução, cerca de 25 mil apoiantes de Mumtaz Qadri reuniram-se em Rawalpindi para as orações memoriais, antes de avançarem para a capital, escoltados por centenas de polícias e militares.

Equipados com escudos e cassetetes, a polícia disparou gás lacrimogéneo contra os manifestantes, que estavam munidos com pedras, numa tentativa de os impedir de chegar ao centro de Islamabad.

Posteriormente, um porta-voz do Exército escreveu na sua conta de Twitter que os militares foram chamados para "acompanhar" a situação e garantir o perímetro à volta da "zona vermelha" que abriga o Parlamento e para onde convergiam os manifestantes.

Estes acontecimentos ocorreram depois da explosão de uma bomba, junto a um parque onde cristãos celebravam a Páscoa, ter feito pelo menos 65 mortos em Lahore, a capital de Pendjab.


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