Exames devolvidos serão realizados sem reavaliação médica

Exames devolvidos serão realizados sem reavaliação médica

 

Lusa/AO online   Regional   19 de Fev de 2015, 16:42

A secretaria Regional da Saúde deu indicação à Unidade de Saúde de São Miguel para que os exames devolvidos aos médicos que os prescreveram sejam realizados de imediato, sem necessidade de "reavaliação médica".

A informação foi confirmada por fonte oficial da Secretaria Regional da Saúde.

No dia 10 de fevereiro, a Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel confirmou que foram devolvidos pedidos de exames feitos desde 2012 aos médicos de família que os prescreveram, com vista a uma "reavaliação" clínica.

As prescrições, que diversos meios de comunicação disseram serem milhares, foram devolvidas pelo hospital de Ponta Delgada numa altura em que entrou em vigor um novo regime de convenções com entidades do setor privado nos Açores.

A 13 de fevereiro, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) enviou "uma orientação" aos seus associados na ilha de São Miguel em que os aconselhava a reencaminharem os pedidos de exames que lhes foram devolvidos para as direções clínicas dos respetivos centros de saúde.

Para o sindicato, a solução para este caso deveria ser "administrativa" e defendia, por isso, que "as direções clínicas" dos centros de saúde tinham de assegurar a realização dos exames em causa da "forma mais célere possível".

O sindicato justificou esta orientação para que não houvesse "prejuízo da atividade clínica diária desses médicos" e classificou de "despropositada" a reavaliação clínica pedida "nesta altura" pelo conselho de administração da Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel.

O documento deixava ainda um alerta para "a necessidade" de os médicos registarem "a data em que foi inicialmente pedido o exame", no sentido de "salvaguardar qualquer situação de responsabilidade clínica".

O SIM prometia ainda "denunciar esta matéria à Ordem dos Médicos" e classificou a não realização destes exames como "um grave desrespeito" pela atividade clínica dos médicos de família e pelos utentes, alertando para "sérias consequências".

Também o presidente da delegação nos Açores da Ordem dos Médicos considerou, a 10 de fevereiro, que esta era "uma situação inaceitável".

"Exames pedidos em 2012, para esclarecimentos de diagnóstico ou para um seguimento planeado para situações médicas, precisavam de ser feitos na altura", disse Jorge Santos, acrescentando que "os atrasos podem ter prejudicado gravemente os doentes, inclusive pode ter morrido alguém por não ter o diagnóstico esclarecido".


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