Exames decorrem com normalidade nas escolas dos Açores em dia de greve


 

Lusa/AO Online   Regional   21 de Jun de 2017, 13:02

Os exames nacionais estão a decorrer normalmente nas escolas de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, apesar da greve nacional dos professores convocada para hoje.

 

“A greve não se fez sentir, de forma alguma, uma vez que todos os professores que estavam convocados para o serviço de exames compareceram ao serviço”, declarou à agência Lusa o vice-presidente do conselho executivo da Escola Secundária Domingos Rebelo, Domingos Neto.

No estabelecimento de ensino, um dos de maior dimensão na ilha de São Miguel, reinava a normalidade, com os alunos e professores a cumprirem a sua rotina diária num dia marcado pela realização de exames e também pela greve convocada pelos sindicatos de professores, embora fossem acautelados os serviços mínimos.

Hoje é dia de provas de aferição de Matemática e Estudo do Meio do 2.º ano de escolaridade do ensino básico e exames nacionais do 11.º ano às disciplinas de Física e Química A, Geografia A e História da Cultura e das Artes.

O responsável referiu que na Escola Secundária Domingos Rebelo, nas disciplinas de Física e Química A realizaram exames 106 alunos e em Geografia 96, não tendo havido realização de exames em História da Cultura e das Artes por falta de alunos inscritos.

Domingos Neto declarou que cerca de 50 professores asseguraram a realização dos exames naquele estabelecimento de ensino.

Helena Sousa, vice-presidente da Escola Básica e Integrada Roberto Ivens, declarou, por seu turno, que as provas de aferição do 2.º ano naquele estabelecimento de ensino foram realizadas por 150 alunos nas disciplinas de Matemática e Estudo do Meio.

A dirigente ressalvou que os professores convocados “estiveram todos presentes" e que a prova "está a realizar-se dentro da normalidade”.

Tal como na Escola Secundária Domingos Rebelo, na Escola Básica e Integrada Roberto Ivens, o ambiente que se vivia no estabelecimento de ensino era de normalidade.

Helena Sousa salvaguardou, contudo, que existem outros professores que estão a fazer greve e que “inviabilizaram reuniões de avaliação que não se vão realizar”.

Fonte do Sindicato dos Professores da Região Açores considerou ser, para já, prematuro, proceder a um balanço da adesão à greve, remetendo-o para mais tarde.

O Ministério da Educação assegurou que estavam reunidas as condições para que os exames nacionais e as provas de aferição se realizem dentro da "necessária normalidade" com a fixação dos serviços mínimos.

A paralisação é convocada pelas principais estruturas sindicais de docentes, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), afeta à CGTP-In, e a Federação Nacional da Educação, afeta à UGT.

Os sindicatos decidiram avançar com a greve, após sucessivas reuniões inconclusivas com o Ministério da Educação, inclusive na véspera da paralisação.

Nos exames do ensino secundário de hoje estão inscritos mais de 76 mil alunos.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.