Ex-subgerente de banco nos Açores vai ser julgada terça-feira por alegada burla

Ex-subgerente de banco nos Açores vai ser julgada terça-feira por alegada burla

 

Lusa/AO Online   Regional   29 de Fev de 2016, 16:00

O Tribunal Judicial de Ponta Delgada, começa a julgar na terça-feira uma ex-subgerente do balcão de Rabo de Peixe do Banif (atual Santander) acusada de ter desviado mais de 100 mil euros das contas de clientes.

 

Segundo o despacho de acusação do Ministério Público (MP), a que a Lusa teve hoje acesso, a arguida, de 45 anos, exerceu durante "cerca de 17 anos, e até 23 de outubro de 2012", as "funções de gestora comercial" do balcão de Rabo de Peixe, em São Miguel, do Banif e ter-se-á servido do "cargo que ocupava" para “obter para si uma vantagem patrimonial que sabia não ser legítima”.

A acusação do MP descreve vários episódios e operações de levantamento, entre 2009 e 2012, “executadas pela arguida” que através de “um estratagema” terá conseguido "colocar à sua disposição" quantias que pertenciam aos clientes.

Segundo o MP, a arguida "conseguiu colocar à sua disposição quantias pertencentes aos queixosos", valores que “sabia não lhe pertencerem" e "enriquecer o seu património com tal montante”.

Num desses casos, a mulher ter-se-á aproveitado "da pouca instrução da queixosa" e terá pedido à cliente para assinar um cheque que a arguida terá preenchido, mas "não mostrava o valor" que constava do documento.

A alegada burla terá sido detetada após a realização de uma auditoria interna desencadeada pela queixa de um cliente confrontado com a falta de valores na sua conta.

Um dos clientes apercebeu-se, em outubro de 2012, que a sua conta registava "movimentos que não tinha autorizado", enquanto outro detetou “divergências entre os montantes depositados”.

O MP alega que a mulher “agiu livre, deliberada e conscientemente, sabendo que as suas condutas eram proibidas e punidas por lei, mas não se absteve de agir da forma descrita.

A arguida, natural de Lisboa, foi detida, no Seixal, pela Polícia Judiciária (PJ) a 02 de abril de 2013 pela presumível autoria do crime de burla qualificada.

A mulher está atualmente sujeita a apresentações semanais no posto da PSP da área de residência e proibida de se ausentar para o estrangeiro.

A mulher vai responder em tribunal pelos crimes de burla qualificada na forma continuada, burla informática na forma continuada e falsificação de documento na forma continuada.

Este caso vai ser julgado por um Tribunal Coletivo a partir das 09:15 (10:15 em Lisboa) de terça-feira.

 


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