Ex-ministro Armando Vara ouvido hoje em tribunal no âmbito da Operação Marquês

Ex-ministro Armando Vara ouvido hoje em tribunal no âmbito da Operação Marquês

 

Lusa/AO Online   Nacional   10 de Jul de 2015, 07:11

O ex-ministro Armando Vara vai ser ouvido hoje no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), em Lisboa, pelo juiz Carlos Alexandre, por suspeitas dos crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Armando Vara foi detido na quinta-feira, na sua casa em Cascais, na sequência de uma operação que envolveu buscas à sua residência, aos seus escritórios e à sede da Caixa Geral de Depósitos, da qual foi administrador.

O ex-ministro do governo socialista de António Guterres foi detido no âmbito da Operação Marquês, a mesma que levou à detenção do ex primeiro-ministro José Sócrates em novembro do ano passado.

Vários órgãos de comunicação noticiam que esta detenção para interrogatório está relacionada com a investigação ao empreendimento Vale do Lobo, no Algarve.

Armando Vara foi detido na quinta-feira numa ação dirigida por um magistrado do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que envolveu várias equipas deste departamento e mobilizou também elementos da Autoridade Tributária e da Polícia de Segurança Pública.

Além de ministro e de secretário de Estado, Armando Vara foi também administrador do Millennium BCP.

Armando Vara, que foi ministro Adjunto do Primeiro-Ministro no segundo Governo liderado por António Guterres, encontra-se detido no Comando Metropolitano de Lisboa, à espera para ser ouvido pelo juiz.

No âmbito da Operação Marquês, Sócrates está detido no Estabelecimento Prisional de Évora desde novembro do ano passado, indiciado por fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais.

José Sócrates é o único arguido que continua detido preventivamente, encontrando-se no estabelecimento prisional de Évora desde novembro do ano passado.

Em prisão domiciliária no âmbito deste processo encontram-se o empresário Carlos Santos Silva, amigo de Sócrates, e o administrador do grupo Lena Joaquim Barroca. O ex-motorista de Sócrates, João Perna, encontra-se em liberdade provisória mediante apresentações periódicas, depois de ter estado em prisão preventiva.

Neste processo, ainda arguidos são o administrador da farmacêutica Octapharma Paulo Lalanda de Castro, a mulher de Carlos Santos Silva, Inês do Rosário, o advogado Gonçalo Trindade Ferreira e o presidente da empresa que gere o empreendimento de Vale do Lobo, Diogo Gaspar Ferreira.

Notícias publicadas na imprensa indicam que o Ministério Público suspeita que Sócrates terá recebido "luvas" no valor de 12 milhões de euros, relacionadas com o empreendimento Vale do Lobo, Algarve, através de um circuito financeiro que envolveu os empresários Helder Bataglia (ex-administrador da ESCOM), Joaquim Barroca (grupo Lena) e Carlos Santos Silva, este último amigo de longa data do ex-primeiro-ministro.

A defesa de Sócrates já desmentiu em absoluto qualquer intervenção de Sócrates no Plano Regional de Ordenamento do Territorio (PROT) Algarve 2 com vista a beneficiar o empreendimento de luxo de Vale do Lobo, na costa algarvia.

Armando Vara foi condenado em setembro de 2014 a cinco anos de prisão efectiva no âmbito do processo Face Oculta por tráfico de influências. Esta decisão está em recurso no Tribunal da Relação do Porto.

 

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