Ex-administradores são os primeiros a ser ouvidos na Comissão de inquérito ao Banif

Ex-administradores são os primeiros a ser ouvidos na Comissão de inquérito ao Banif

 

Lusa/AO Online   Economia   8 de Mar de 2016, 16:53

As primeiras audições da comissão parlamentar de inquérito ao Banif serão a 29 de março e ao parlamento irão nesse dia os ex-administradores do banco Marques dos Santos e Jorge Tomé, revelou o presidente da comissão de inquérito.

 

De acordo com indicações do deputado comunista António Filipe aos jornalistas, ficaram já calendarizadas oito audições: depois das audições de Marques dos Santos e Jorge Tomé, marcadas para 29 de março, uma terça-feira, será ouvido a 30 de março Luís Amado, também responsável do Banif, e depois virão ao parlamento responsáveis do Banco de Portugal (BdP) e agentes políticos.

Com efeito, a 31 de março será escutado António Varela, administrador do banco central, que anunciou esta semana a sua demissão do BdP, e na semana seguinte estão já definidas quatro audições: o antigo ministro das Finanças Vítor Gaspar é ouvido dia 05 de abril de manhã, o governador do BdP Carlos Costa fala aos deputados nesse dia de tarde, a antiga ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque vai à comissão de inquérito no dia seguinte, 06 de abril, e o atual titular da pasta do Governo PS, Mário Centeno, presta declarações a 07 de abril.

"Existe uma listagem muito significativa de entidades a ouvir, para já estão calendarizadas as primeiras oito audições", vincou António Filipe, acrescentando que serão "perto de 60" as audições a marcar pela comissão.

Alguns dos depoimentos, reconheceu, poderão acontecer por escrito, nomeadamente no que diz respeito a entidades internacionais ou a responsáveis políticos que podem utilizar esse mecanismo, casos de Pedro Passos Coelho, antigo primeiro-ministro, e António Costa, atual chefe do Governo, chamados a falar à comissão de inquérito.

O "avaliar" do "comportamento da autoridade de supervisão financeira, o Banco de Portugal, sobre o caso Banif, é um dos objetivos da comissão parlamentar de inquérito sobre a venda do banco.

O processo de venda, em dezembro de 2015, domina os trabalhos para se proceder à "avaliação de riscos e alternativas" da decisão, "no interesse dos seus trabalhadores, dos depositantes, dos contribuintes e da estabilidade do sistema financeiro".

A 20 de dezembro o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos - incluindo ‘tóxicos' - para a nova sociedade veículo.

A resolução foi acompanhada de um apoio público de 2.255 milhões de euros, sendo que 1.766 milhões de euros saem diretamente do Estado e 489 milhões do Fundo de Resolução bancário, que consolida nas contas públicas.


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