Evo Morales quer retomar em 2008 quatro empresas estrangeiras de gás


 

Lusa/AO   Internacional   27 de Dez de 2007, 05:10

O Governo do Presidente socialista Evo Morales anunciou na quarta-feira que o Estado boliviano quer retomar em 2008 quatro empresas de produção ou transporte de gás, pertencentes a companhias estrangeiras.
O ministro dos Hidrocarbonetos, Carlos Villegas, declarou que as negociações ainda não começaram mas que o Governo quer o controlo de Transredes, da britânica Ashmore e da holandesa Shell; da Andina, da Repsol-YPF (Espanha e Argentina); da Chaco, da britânica BP (British Petroleum); e da Companhia Logística de Hidrocarbonetos da Bolívia, pertencente à Oiltanking e à Grana e Montero (Peru e Alemanha).

    "No próximo ano, as empresas privatizadas voltarão ao Estado boliviano", disse o ministro, indicando que negociará primeiro com a Transredes e mais tarde com a Chaco e a Andina, até controlar um mínimo de 51 por cento.

    A Companhia Logística de Hidrocarbonetos da Bolívia gere unidades de armazenamento de gás e petróleo, a Andina opera importantes depósitos de gás e petróleo de San Alberto e San Antonio (no sueste do país), a Chaco faz a exploração de gás natural e a Transredes encarrega-se do transporte de hidrocarbonetos líquidos e de gás natural.

    O Presidente Morales, que nacionalizou os depósitos e instalações de hidrocarbonetos em Maio de 2006, já recomprou duas refinarias à Petrobras, do Brasil, por 77 milhões de euros.

    Para continuarem a operar na Bolívia, todas as companhias petrolíferas tiveram de renegociar os seus contratos com o Estado e abandonar grande parte dos seus lucros.

    As companhias petrolíferas estrangeiras, entre as quais a Total (França), British Gás (Reino Unido), Exxon Mobil (EUA) e a Repsol (Espanha/Argentina), exploram depósitos na Bolívia, mas congelaram os seus investimentos, nomeadamente na área da exploração, indicam os meios petroleiros de Santa Cruz.

    A Bolívia, o país mais pobre da América do Sul, possui a segunda reserva de gás da região, depois da Venezuela.
Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
 
Termos e Condições de Uso.