Vasco Cordeiro diz que eventual parceria com a China fora do plano militar pode ser aprofundada

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Base das Lajes

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O presidente do Governo dos Açores afirmou na quarta-feira que uma eventual parceria com a China sobre a base das Lajes, que não no plano militar, pode ser aprofundada, destacando a relação histórica com os Estados Unidos da América.
 

"Sendo de interesse mútuo, julgo que nada obsta a que nesses planos, que não o plano militar, ela possa ser analisada, aprofundada, debatida", afirmou Vasco Cordeiro aos jornalistas ao ser questionado com as declarações do primeiro-ministro, António Costa, sobre a base das Lajes, na ilha Terceira.

O primeiro-ministro português admitiu hoje em Macau que a base aérea das Lajes pode ser usada pela China se os Estados Unidos não renovarem o acordo de exclusividade, mas apenas para fins científicos e não militares.

"Temos um acordo com os Estados Unidos, e queremos continuar com esse acordo, mas respeitamos a decisão" dos norte-americanos, disse António Costa numa entrevista difundida pela agência de informação financeira Bloomberg.

Para Vasco Cordeiro, recandidato à presidência do Governo Regional nas eleições legislativas regionais de domingo, "as declarações espelham bem a perspetiva com que o Governo português encara a possibilidade de, no âmbito dos Açores, poder reforçar esta ligação que há com a China".

"A questão militar não está sequer em causa, mas há um conjunto de outras áreas onde se pode, havendo esse interesse, reforçar esta parceria", considerou Vasco Cordeiro.

Para o chefe do executivo açoriano, "a relação histórica, de proximidade, de comunhão de um conjunto de interesses é factual com os Estados Unidos da América e, portanto, desse ponto de vista, até no plano militar, essa comunhão de objetivos e de valores não está em causa".

"O que temos é uma situação em que existe um outro país que demonstra interesse em reforçar neste âmbito dos Açores a sua parceria com o nosso país, não se coloca da forma como vejo com o dramatismo que alguns lhe querem imprimir, mas sim como uma oportunidade, não apenas de reforçar esses laços, mas de explorar novas áreas de interesse comum, desde o conhecimento até a componente comercial", acrescentou.