Eutanásia não é "cultura da morte" mas valorização da autonomia


 

Lusa/Açoriano Oriental   Nacional   4 de Mar de 2017, 17:13

A primeira subscritora da moção "Eutanásia - um debate sobre a vida", que hoje é votada na Comissão Nacional do Partido Socialista, afirmou que a eutanásia não é uma "cultura da morte", mas uma "valorização" da autonomia da pessoa.

“Não há nenhuma cultura de morte, muito pelo contrário, é uma questão de valorizar mais a autonomia da pessoa, a autonomia dos valores que defendemos e, principalmente, perceber a quem é que se dirige esta questão da morte assistida ou da legalização da eutanásia”, disse Maria Antónia Almeida Santos, uma das autoras e a primeira subscritora da moção.

Segundo a socialista, a reunião da Comissão Nacional do Partido Socialista de hoje é uma oportunidade “para combater” alguma “desinformação”.

“O PS e os militantes do PS não deviam ficar alheios desta discussão e, portanto, a oportunidade desta moção é trazer a ‘Eutanásia – um debate sobre a vida’ - e que se pretende que seja uma vida digna – à discussão e ao debate”, por ser um tema que “causa grande incomodidade”, explicou Maria Antónia Almeida Santos.

Maria Antónia Almeida Santos assume que não se deve fugir a esse debate, até porque em breve, no parlamento, se vão discutir iniciativas de outros partidos.

“Convém (…), apesar da liberdade de voto, perceber qual é a sensibilidade do Partido Socialista para a questão da eutanásia”, afirmou.

Antes da votação da moção sobre a eutanásia, o presidente do PS, Carlos César recordou que o partido decidiu dar liberdade de voto no caso de ser suscetível de votação no parlamento.

Fica a “cargo da decisão individual de cada deputado” de agir de “modo livre e de acordo com a sua própria consciência e, portanto, não haverá uma orientação do Partido Socialista nesse domínio”, sustentou.

Hoje são votadas dez moções na reunião da Comissão Nacional do Partido Socialista, designadamente a da “Legalização e regulação do mercado das drogas leves em Portugal”, ou a moção denominada “Regulamentar a prostituição – uma questão de dignidade”.

"Fazer a diferença nas comunidades", “Dar força à economia social”, “Autarquias locais: proposta de criação de lei-quadro e correção dos erros da agregação de freguesias”, "Reestruturar as secções e concelhias", “Limitar proporcionalmente os salários – uma questão de igualdade”, “Em defesa dos jovens do interior de Portugal” e “Novas propostas para a Justiça” são as restantes moções hoje para votar.

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