Europa poderá contar com sistema de defesa antimíssil dos EUA já a partir de julho


 

Lusa/AO Online   Internacional   10 de Fev de 2016, 06:20

A partir de julho, data da próxima cimeira de chefes de Estado da NATO, em Varsóvia, a Europa já poderá contar com o sistema de defesa antimíssil norte-americano, sob comando da aliança atlântica.

Segundo fonte oficial da NATO, os "trabalhos estão a decorrer a todo o vapor" para iniciar o funcionamento, faseado, por altura do encontro na Polónia, em 08 e 09 de julho, após decisão conjunta dos 28 países membros de adoção do sistema integrado de Defesa contra Mísseis Balísticos (BMD), tomada na cimeira de Lisboa em 2010 e aprovada formalmente em Chicago, Estados Unidos, em 2012.

Em causa está uma miniatura da Iniciativa Estratégica de Defesa, o programa do antigo presidente norte-americano Ronald Reagan, popularmente conhecido como Guerra das Estrelas destinado a prevenir um ataque nuclear contra o território dos Estados Unidos.

"Faz parte do programa de resposta a ameaças. Por altura da cimeira de Varsóvia, chegaremos ao nosso próximo nível de capacidade, mas tudo isto na condição de se verificarem todos os pressupostos político-militares", adiantou a mesma fonte.

Além de baterias antiaéreas e radares móveis, estão a ser ultimadas instalações em diversos locais na Europa, nomeadamente Roménia (na base militar de Deveselu) e Polónia, bem como, pelo menos, quatro fragatas norte-americanas especializadas na base militar espanhola de Rota (Cádiz), todos contribuindo para o BMD, que conta tecnologia norte-americana e contributos da Alemanha, França e Itália.

Outros meios implicados incluem vigilância com aeronaves não tripuladas (drones) e mísseis "PAC-3", "SM-3", "Patriot" e "Aster 30", destinados à proteção contra mísseis balísticos e de cruzeiro ou aeronaves inimigos.

Ainda segundo fonte oficial da NATO, que não avançou custos envolvidos, o dispositivo tecnológico e bélico vai "passar das mãos dos EUA para ficar sob comando e controlo da NATO", em diversas localizações e centros de decisão.

A opção da Aliança Atlântica surgiu há seis anos, na capital portuguesa, perante o facto conhecido de "mais de 30 países terem ou estarem em processo de obter mísseis balísticos, os quais podem vir a ser utilizados não só com ogivas convencionais, mas também como armas de destruição maciça".

O BMD, através da deteção via satélite e radar, posteriormente comunicada aos decisores, num espaço de um minuto ou dois após a ativação dos engenhos por parte de inimigos, pode reagir para neutralizar tais ameaças.


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