Europa deve tornar-se "ator comprometido internacionalmente"

Europa deve tornar-se "ator comprometido internacionalmente"

 

Lusa/Açoriano Oriental   Internacional   30 de Mai de 2017, 11:57

A chanceler alemã, Angela Merkel, considerou "extremamente importante" a Europa tornar-se um "ator comprometido internacionalmente", devido à evolução dos Estados Unidos sob a administração de Donald Trump, embora qualifique de "fundamental" a relação transatlântica.

 

A tomada de posição ocorre dois dias depois de, após uma difícil reunião do G7, Merkel ter declarado que os europeus não podem confiar totalmente nos Estados Unidos de Trump.

“A relação transatlântica é de uma importância fundamental. O que fiz simplesmente foi dizer que, tendo em conta a situação atual, há ainda mais razões pelas quais a Europa deve tomar em mãos o seu destino”, disse hoje a chanceler numa conferência de imprensa.

“A Europa deve ser um ator também comprometido internacionalmente, considero isso como extremamente importante”, adiantou Merkel, após um encontro com o primeiro-ministro indiano, Narenda Modi.

Segundo a chefe do governo alemão, é necessário que os europeus tenham uma “política externa comum” para, por exemplo, pressionar para que haja “uma resolução do conflito na Líbia”.

“Em algumas questões, não somos tão bons como deveríamos ser, nomeadamente na questão da política migratória”, disse ainda.

Não é a primeira vez que Merkel, como outros dirigentes europeus, insiste na necessidade da União Europeia se afirmar na cena internacional para melhor defender os seus interesses.

Nos últimos dias, Berlim recordou o objetivo levantando a voz em relação a Donald Trump, que o ministro dos Negócios Estrangeiros, Sigmar Gabriel, acusou de ter “enfraquecido” o Ocidente e de trabalhar contra os interesses da UE.

O presidente norte-americano também nunca se coibiu de atacar a Alemanha, mesmo antes de ser eleito.

Fiel ao seu discurso anti-comércio-livre, adotou um tom duro em relação aos excedentes comerciais alemães e ameaçou introduzir taxas aduaneiras em retaliação. Também acusou Berlim de dever “enormes somas de dinheiro” à NATO e aos Estados Unidos.

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