Eurofoot adquire 40% das ações da SAD do Santa Clara

Eurofoot adquire 40% das ações da SAD do Santa Clara

 

LUSA/AO online   Futebol   5 de Nov de 2015, 16:48

O antigo presidente do clube e da SAD do Santa Clara, Mário Batista, disse hoje à agência Lusa que vendeu 40% das suas ações na SAD à Eurofoot BV, empresa que gere carreiras desportivas

"Posso confirmar que alienei 40% das minhas ações [detinha 47%] à empresa de agenciamento Eurofoot, que corresponde a 40% do capital social da Sociedade Anónima Desportiva (SAD)", confirmou Mário Batista.

A venda representa o valor de 200 mil euros, sendo que o capital social da SAD está avaliado em 500 mil euros e que Mário Batista ainda manterá 7% do capital social, no valor de 35 mil euros.

"Penso que faz sentido continuar nem que seja um valor residual manter aqui alguma ligação, porque fui um dos fundadores da Sociedade Anónima Desportiva e não quero ficar de todo desligado do futuro que poderá ocorrer na SAD", afirmou.

Mário Batista foi presidente da SAD do Santa Clara até junho passado, altura em que foi destituído e substituído no cargo por Rui Cordeiro que lidera agora a direção da SAD.

A atual direção do clube reclama o pagamento de 119 mil euros, uma verba que corresponde ao capital social não realizado e que corresponde a metade das ações agora vendidas à Eurofoot, mas Mário Batista considera que não tem qualquer dívida em relação à SAD.

"Não é oportuno falar nisso, isso em sede própria com certeza há de ser totalmente esclarecido, da minha parte isso está mais do que ultrapassado", assegurou.

Mário Batista recorreu à justiça para anular a assembleia-geral de 24 de junho de 2015 que o destituiu do cargo de presidente da SAD do Santa Clara, mas o Tribunal de Ponta Delgada declarou improcedente a providência cautelar interposta pelo antigo presidente, no passado dia 24 de setembro, reconhecendo a direção encabeçada por Rui Cordeiro.

Mesmo assim, Mário Batista mantém três ações judiciais para contestar a atual direção da SAD do Santa Clara, uma que está no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), um recurso à providência cautelar que o destituiu e que está no Tribunal da Relação de Lisboa e outro processo contra a conservatória do registo comercial de Lisboa.

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