Eurodeputados do PS questionam Comissão Europeia sobre a base

Eurodeputados do PS questionam Comissão Europeia sobre a base

 

Lusa/AO Online   Regional   25 de Fev de 2015, 13:25

Os eurodeputados portugueses do PS questionaram a Comissão Europeia sobre o aproveitamento de estruturas militares no âmbito da Política Comum de Segurança e Defesa, chamando a atenção para o caso da base das Lajes.

 

Segundo o eurodeputado Ricardo Serrão Santos, a questão dirigida à vice-presidente da Comissão e alta representante da União Europeia para a política externa, Federica Mogherini, foi motivada pela anunciada redução do contingente norte-americano na base das Lajes, nos Açores.

O eurodeputado lembrou que "o Parlamento Europeu aprovou recentemente uma estratégia europeia para a segurança marítima que obriga a um mapeamento das infraestruturas militares da União Europeia para usos que estejam relacionados com valores como a avaliação de recursos e segurança marítima e estratégia atlântica".

"Mais do que qualquer outra região na Europa, os Açores têm uma posição fundamental no Atlântico e esta base [das Lajes] pode ser reavaliada em termos de valores geoestratégicos", acrescentou o deputado, em declarações divulgadas pelo seu gabinete.

Na pergunta dirigida a Federica Mogherini, os oito eurodeputados do PS afirmam que a resolução do Parlamento Europeu "sobre a dimensão marítima da Política Comum de Segurança e Defesa pede o mapeamento das estruturas nos estados-membros que possam servir operações navais e aéreas, como a base das Lajes", questionando "que diligências tenciona a alta representante tomar neste sentido".

No mesmo texto, os eurodeputados consideram que a base das Lajes desempenhou desde 1941 "um papel na manutenção da paz na Europa" e lembram que a redução do contigente anunciado pelos EUA tem um impacto económico na Terceira que está estimado numa quebra de mais de 6% do PIB da ilha e de mais de 1% no dos Açores.

"A Estratégia Europeia de Segurança Marítima reconhece o interesse estratégico em identificar e resolver os desafios de segurança ligados ao mar, à gestão das fronteiras marítimas e à gestão dos recursos marinhos, através do reforço das capacidades marítimas e da cooperação e partilha de equipamentos e estruturas civis-militares entre os estados-membros, para aumentar a eficácia da Política Comum de Segurança e Defesa (PCSD) e a autonomia estratégica da UE no plano militar", explicam ainda os socialistas, no mesmo texto.

 



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