Eurocéticos anunciam que vão fazer forte oposição na nova legislatura do PE

Eurocéticos anunciam que vão fazer forte oposição na nova legislatura do PE

 

Lusa/AO online   Internacional   2 de Jul de 2014, 12:07

Dois dos principais rostos dos "eurocéticos", que registaram uma forte subida nas eleições europeias de maio, garantiram, num debate no hemiciclo de Estrasburgo, que farão forte oposição à União Europeia na legislatura que agora começa.

 

Marine Le Pen e Nigel Farage, grandes vencedores das eleições europeias em França e no Reino Unido, respetivamente, intervieram hoje no primeiro debate da sessão constitutiva do "novo" Parlamento Europeu 2014-2020, sobre os resultados do Conselho Europeu da semana passada, pautando as suas intervenções por críticas à forma como a UE funciona, de forma "ineficaz e burocrática".

Segundo Farage, o processo que levou à indigitação, na passada sexta-feira, de Jean-Claude Juncker para presidente da Comissão Europeia foi o resultado da "regra de ouro" na Europa: "A senhora (chanceler alemã Angela) Merkel fala e os outros obedecem".

Por causa disso, considerou, é que o Reino Unido só conseguiu que a Hungria se unisse a si na oposição ao político luxemburguês para presidente da Comissão - Juncker foi escolhido por maioria qualificada de 26 Estados-membros, com dois votos contra, de Londres e Budapeste.

"Na última votação, parecia a Eurovisão. Não importa se a canção inglesa é boa ou não, porque ninguém gosta de nós na UE", considerou.

Outro dos discursos aguardados esta manhã foi o da líder do partido francês Frente Nacional, Marine Le Pen, que não conseguiu juntar um número suficiente de partidos eurocéticos para formar um grupo no Parlamento Europeu.

A líder de extrema- direita francesa considerou que esta legislatura significa que um "vento novo" sopra no Parlamento europeu, de "liberdade e contestação contra uma UE ineficaz, burocrática e afastada dos cidadãos".

A líder da Frente Nacional criticou Martin Schulz e o acordo entre os principais grupos políticos europeus que o reelegeram como presidente do PE.

"Lamento que o voto seja secreto, gostaria de vos ter aqui de braço erguido", afirmou.

Marine Le Pen disse ainda que aproveitará cada oportunidade para "denunciar estas alianças contranatura" e impedir que Schulz tenha uma mandato "calmo e sossegado".


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