EUA vão reduzir pessoal português e norte-americano nas Lajes ao longo do ano

EUA vão reduzir pessoal português e norte-americano nas Lajes ao longo do ano

 

Lusa/AO online   Regional   8 de Jan de 2015, 14:12

Os Estados Unidos anunciaram uma redução gradual dos trabalhadores portugueses da base das Lajes de 900 para 400 pessoas ao longo deste ano, e os civis e militares norte-americanos passarão de 650 para 165.

“Temos cerca de 900 trabalhadores locais agora, número que vai ser reduzido para cerca de 400”, disse o embaixador dos Estados Unidos em Lisboa, Robert Sherman, precisando que a administração norte-americana está a preparar um pacote de benefícios financeiros para os cerca de 500 trabalhadores portugueses que vão deixar de trabalhar na base da ilha Terceira.

Relativamente ao pessoal norte-americano, militar e civil, o embaixador disse que o seu número é hoje de aproximadamente 650 pessoas e que “deverá ser reduzido para 165”.

“A redução vai ser feita ao longo de 2015, não vai ser feita toda de uma vez”, frisou, acrescentando contudo desconhecer se está já definido um calendário para a retirada das forças.

Segundo o embaixador, estas reduções visam adequar as capacidades militares às necessidades operacionais, uma vez que, nos últimos quatro anos, a base das Lajes recebeu em média menos de dois aviões militares por dia.

“A atual presença excede as necessidades operacionais”, disse.

Segundo explicou, a missão da base, de abastecimento de aviões militares e apoio às operações militares, mantém-se inalterada, mas os avanços tecnológicos dos últimos anos levaram a uma redução da “frequência e do volume de voos a necessitar das condições oferecidas pela base das Lajes”.

Por outro lado, assegurou, os Estados Unidos vão "manter o apoio às operações das Lajes ao serviço da aviação civil" e "da Força Aérea Portuguesa", como operações de controlo de tráfego aéreo e outras.

Com a redução de pessoal na base açoriana, o Governo norte-americano prevê uma poupança anual de 35 milhões de dólares (29,6 milhões de euros).

A redução insere-se num plano de redimensionamento das forças militares norte-americanas em seis países europeus – Portugal, Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália e Reino Unido – que, no total, vai reduzir a despesa em 500 milhões de dólares (423,8 milhões de euros).


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