EUA qualificam de “ilegítima” a eleição presidencial na Venezuela

EUA qualificam de “ilegítima” a eleição presidencial na Venezuela

 

Lusa/AO Online   Internacional   20 de Mai de 2018, 14:55

Os Estados Unidos qualificaram hoje de “ilegítima” a eleição presidencial na Venezuela, em que Nicolas Maduro procura a reeleição num escrutínio boicotado pela oposição.

“As supostas eleições que se realizam hoje na Venezuela não são legítimas”, escreveu a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Heather Nauert, na sua conta no Twitter. “Os Estados Unidos estão ao lado dos países democráticos por todo o mundo que apoiam os venezuelanos e o seu direito a eleger os seus representantes através de eleições livres e justas”, acrescentou. A administração norte-americana tinha apelado a Maduro que suspendesse as eleições. O Departamento do Tesouro anunciou por seu lado sanções contra duas dezenas de empresas, 16 das quais estabelecidas na Venezuela, e contra três indivíduos, entre os quais um antigo diretor dos serviços de informação financeira venezuelano. Mais de 20,5 milhões de venezuelanos são chamados hoje às urnas para eleger o Presidente da República, que dirigirá a Venezuela até 2025. O chefe de Estado, Nicolás Maduro, deverá ser reeleito. As eleições foram boicotadas pela generalidade da oposição - a Mesa de Unidade Democrática, principal coligação da oposição, apelou à abstenção - e consideradas fraudulentas por vários países. Para além de Nicolás Maduro, concorrem outros três candidatos: Henri Falcón (dissidente do chavismo), o pastor evangélico Javier Bertucci e o engenheiro Reinaldo Quijada.



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