EUA eliminam proibição vitalícia de doações de sangue por homossexuais

EUA eliminam proibição vitalícia de doações de sangue por homossexuais

 

Lusa/AO online   Internacional   21 de Dez de 2015, 17:59

Os Estados Unidos eliminaram formalmente a proibição vitalícia que impedia as doações de sangue por homossexuais, uma medida aplicada desde a década de 1980.

 

A proibição é substituída por uma regra que prevê um período de observação de 12 meses após o último contacto sexual, ou seja, os homens que tenham tido sexo com outros homens nos 12 meses anteriores à data da recolha não poderão doar sangue.

A decisão da Food and Drug Administration (FDA) coloca os Estados Unidos em linha com outros países, como o Reino Unido, França, Japão ou Austrália, que recentemente autorizaram que homens que tenham sexo com outros homens possam doar sangue, desde que as relações sexuais não tenham ocorrido no último ano.

A nova regra faz cair uma proibição que vigorava desde 1983, aplicada pela administração de Ronald Reagan em plena epidemia do VIH/Sida nos Estados Unidos. Na altura, e em virtude da pouca informação sobre a doença, muitos especialistas tiveram medo de contaminar as reservas nacionais de sangue.

“Ao rever as nossas políticas para ajudar a reduzir o risco de transmissão do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) através de produtos relacionados com o sangue, examinámos de forma rigorosa várias opções alternativas, incluindo a avaliação do risco individual”, afirmou Peter Marks, vice-diretor do Centro do FDA para a Avaliação e Pesquisa Biológica.

A regra da proibição continua em vigor para os profissionais do sexo e pessoas que usam drogas injetáveis porque “os dados disponíveis são insuficientes para justificar uma mudança nas recomendações de exclusão existentes neste momento”, indicou a FDA, num comunicado.

Em Portugal, um grupo de especialistas foi criado, em dezembro de 2012, pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) para estudar a possibilidade de dádiva de sangue por homo e bissexuais, ou homens que têm sexo com homens, na designação médica.

Em agosto último, as recomendações do relatório “Comportamentos de risco com impacto na segurança do sangue e na gestão de dadores" foram aceites pelo Ministério da Saúde, que incumbiu a Direcção-Geral da Saúde (DGS) e o IPST de elaborarem novas normas baseadas nas recomendações.

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