Estudo sobre economia da Terceira será tornado público em julho

Estudo sobre economia da Terceira será tornado público em julho

 

Lusa/AO Online   Regional   18 de Jun de 2015, 13:17

O secretário de Estado da Economia disse esta quinta-feira que "o estudo económico" sobre a ilha Terceira será conhecido em julho e que não tem o objetivo de servir de base a negociações com os EUA no dossiê das Lajes.

 

Leonardo Mathias coordena um grupo de trabalho, que integra o vice-presidente do Governo Regional dos Açores e cinco secretários de Estado, constituído pelo primeiro-ministro por causa da questão da base das Lajes.

"Cumprindo o desígnio e o objetivo que foi delineado pelo primeiro-ministro, entreguei ontem [quarta-feira] ao grupo de trabalho interministerial que foi criado para o efeito (...) o estudo económico sobre os desafios e oportunidades para a ilha Terceira", disse Leonardo Mathias à agência Lusa.

Os membros do grupo de trabalho têm agora até 30 de junho para se pronunciar sobre o documento, que será entregue, com os contributos de todos, "harmonizado e consensualizado", em meados de julho, ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, e ao presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, explicou Leonardo Mathias, que disse que o estudo será depois tornado público.

O secretário de Estado da Economia acrescentou que "este trabalho não é um trabalho político que se insira no âmbito da Comissão Bilateral Permanente" entre os Estados Unidos e Portugal, que se reuniu na terça-feira em Washington, em formato extraordinário, para debater a questão da base das Lajes, de onde os norte-americanos pretendem retirar parte significativa do contingente militar ali estacionado.

O presidente da câmara da Praia da Vitória, concelho onde fica a base das Lajes, que esteve na reunião de Washington, disse à Lusa na quarta-feira que os EUA não se comprometeram a apresentar medidas de mitigação do impacto da redução do contingente na Terceira por culpa do Estado Português, que "não entregou o estudo sobre os impactos (sociais e económicos) da redução, nem negociou com os norte-americanos antes da bilateral".

"O senhor presidente da câmara municipal deve estar mal informado ou equivocado de alguma forma", disse hoje Leonardo Mathias à Lusa, sublinhando que o Ministério da Economia "não foi mandatado" nem integra a Comissão Bilateral permanente e "nem este documento serve de base às negociações" com os norte-americanos.

Destacando que a Comissão Bilateral Permanente "é uma negociação política com o Governo dos EUA", o secretário de Estado acrescentou que o estudo que coordenou é "outro assunto", tratando-se de um trabalho de análise com vista a desenvolver um plano de revitalização da economia da Terceira no seu conjunto e que vai apara além da questão das Lajes e do impacto que poderá ter uma redução e efetivos norte-americanos.

De acordo com o secretário de Estado, o documento faz um diagnóstico e uma caracterização socioeconómica da Terceira, integra um "modelo econométrico" que ajuda a avaliar as consequências de eventuais alterações na base das Lajes, define os desafios para a economia local e apresenta "propostas de atuação", com medidas de curto, médio e longo prazo.

Leonardo Mathias não quis adiantar mais pormenores sobre o documento, por estar ainda a ser analisado pelo grupo de trabalho.

 

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